Zema promete fazer reforma administrativa e atrelar idade mínima de aposentadoria à expectativa de vida; acompanhe ao vivo - QTU Questões do Universo

Zema promete fazer reforma administrativa e atrelar idade mínima de aposentadoria à expectativa de vida; acompanhe ao vivo

Fonte: Bandeira da fonte

Instado a falar sobre a necessidade de um ajuste fiscal no país, o candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, classificou-se como "especialista em ajuste" ao citar o que fez no governo de Minas Gerais.
Também defendeu, na sabatina O GLOBO, CBN e Valor, que a idade mínima para a aposentadoria acompanhe a variação na expectativa de vida.
O mineiro escolheu para a entrevista uma camiseta com a mensagem "chega de bets".
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— Só pegar as contas de Minas e verificar como era e como ficou depois.
Peguei o estado com déficit de R$ 11 bilhões e depois de dois anos entreguei cinco superávits — alegou.
— A folha de pagamento que representava 67% caiu para 49%.
Teve contrato que renovamos que o valor caiu 90%.
Zema associou o endividamento das famílias e a quantidade de empresas que estão entrando em recuperação judicial à alta taxa de juros do país.
Entre as medidas que quer fazer avançar, o presidenciável citou a reforma administrativa que tramita no Congresso.

— Reforma administrativa é fundamental.
Está lá há mais de dez anos.
Parece que nenhum presidente quis enfrentar isso — disse.
Questionado sobre o aumento da dívida de Minas durante sua gestão, o candidato classificou o volume como "impagável" por causa do sistema de cobrança.
Afirmou ainda que a origem da dívida é antiga e que herdou um estado que não pagava servidores, por exemplo.
— Funcionário em Minas não recebia décimo terceiro.
Era justo pagar a (dívida com a) União e a aposentada não receber décimo terceiro, não receber salário em dia?
Em relação à previdência social, Zema defendeu que o sistema atual seja mantido, mas que a idade mínima para a aposentadoria varie de acordo com as mudanças na expectativa de vida.

— Vamos dizer que a expectativa de vida do brasileiro aumentou em três anos.
Vai ter, de acordo com o cálculo atuarial, um ajuste do tempo de contribuição de acordo com essa maior expectativa de vida — explicou.

Outro ponto relacionado ao universo do trabalho foi a situação dos trabalhadores de aplicativo.
Para Zema, os motoristas deveriam ser, no mínimo, microempreendedores individuais (MEI).
Assim, apontou, teriam contribuição previdenciária, e o trabalho contaria como tempo de serviço.
Apesar da defesa, alegou que cabe ao mercado, e não ao governo, resolver isso.
As privatizações são uma pauta central do Novo.
Segundo Zema, instituições como o Banco do Brasil e a Petrobras seriam divididos por áreas no seu eventual governo a fim de viabilizar aos poucos o processo de privatizá-las.
Os recursos, de acordo com o presidenciável, seriam usados “para melhorar a vida do brasileiro”.
Caso Master
Sempre crítico à atuação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, o ex-governador buscou se afastar de acusações de envolvimento da Cemig, empresa estatal mineira, nas investigações sobre o banco, e do fato de o pai de Vorcaro ter feito uma doação ao Novo em 2022.
— Pedi para o atual governador que investigue a fundo e que a receita apure a sonegação.
Sou totalmente favorável.
Não quero que ninguém fique protegido.
Quero investigação a fundo — afirmou ele, que também disse que não recuará das críticas a Flávio Bolsonaro (PL) relacionadas ao Master.
Zema vem construindo há meses, nas redes, uma série de vídeos chamada “Intocáveis”, nos quais ataca sobretudo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na sabatina, o presidenciável disse que "tem gente" usando a Corte para fazer negócios.
Casos como os que envolvem a relação de ministros com o Master, segundo ele, teriam motivado punições severas em outros países.

— Em qualquer país civilizado, já teriam sido expelidos, estariam em situação insustentável.
E a nossa permissividade ou impunibilidade tem permitido a continuidade.
Ele não citou os nomes de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, mas mencionou os episódios que remetem a ambos: o contrato do escritório de advocacia da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com o banco, e os negócios da família de Toffoli em um resort.
Primeira sabatina
A entrevista é realizada no estúdio localizado na redação do GLOBO, no Rio, que também recebeu as sabatinas com presidenciáveis na eleição de 2022.
Neste ano, a bancada de entrevistadores dos candidatos à Presidência conta com os jornalistas Lauro Jardim e Malu Gaspar, colunistas do GLOBO, Milton Jung, âncora da CBN, e Maria Cristina Fernandes, colunista do Valor.
Na quarta, o entrevistado será Ronaldo Caiado (PSD).
Na quinta-feira, Renan Santos (Missão).
Augusto Cury (Avante) é o participante da sexta.
O horário é sempre o mesmo, 10h30.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) também foram convidados para as sabatinas, mas não confirmaram presença até o momento.
Foram chamados os candidatos melhor colocados na pesquisa divulgada pela Quaest na semana passada, o primeiro levantamento contratado pela TV Globo e pelo GLOBO nesta corrida eleitoral.
A cobertura das sabatinas incluirá reportagens nos sites e a publicação de "cortes" dos principais trechos nas redes sociais do jornal.
As sabatinas do GLOBO, Valor e CBN com candidatos à Presidência dão sequência à cobertura eleitoral dos jornais e da rádio.
Na semana passada, foram sabatinados os dois candidatos mais bem colocados na disputa em São Paulo: o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorre à reeleição, e o ex-ministro Fernando Haddad (PT).
Essas sabatinas foram realizadas nos estúdios da CBN na capital paulista.
Na sequência, estão previstas sabatinas com candidatos ao governo de Minas Gerais, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro, e com postulantes ao governo do Rio de Janeiro, a partir do dia 8.

A programação prevê ainda, em setembro, debates entre candidatos ao governo do Distrito Federal e ao Senado em estados como Rio e São Paulo.