Zema eleva tom de críticas ao Judiciário e defende prisão de Moraes e Toffoli

 

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defendeu a prisão de dois ministros do Supremo Tribunal Federal e elevou o tom das críticas ao Judiciário.

A fala ocorre em meio aos desdobramentos das investigações do caso Master, que apontam ligações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes da Corte. O caso motivou pedidos de impeachment no Senado contra Dias Toffoli e Alexandre de Moraes por crimes de responsabilidade. Contra Toffoli, pesa a acusação de julgar processos nos quais seria suspeito; já Moraes é acusado de conduta incompatível com o cargo.

A declaração foi dada nesta segunda-feira, após participação em um debate promovido pela Associação Comercial de São Paulo. Ao falar com jornalistas, Zema afirmou que os dois ministros deveriam, na avaliação dele, não apenas sofrer impeachment, mas também ser presos:

“Os intocáveis são aqueles que se consideram acima da lei (…). Principalmente dois ministros, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Esses dois, para mim, não merecem só processo de impeachment, merecem prisão.”

O ex-governador também foi questionado sobre um vídeo publicado nas redes sociais ao lado do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL. A gravação segue um viral nas redes, chamado “Será?”, em que os dois brincam com a possibilidade de formar uma chapa presidencial, invertendo especulações recorrentes sobre Zema ser vice.

No vídeo, o mineiro aparece ao lado de Flávio e sugere, em tom descontraído, que o senador poderia ser seu vice, ao que o parlamentar responde com a frase “será?”, antes de ambos rirem. A publicação ocorre em meio a discussões sobre possíveis alianças para 2026.

Questionado sobre o conteúdo, Zema desconversou e afirmou que se tratou apenas de um momento de descontração. Apesar disso, nos bastidores, o nome do ex-governador é citado como possível vice em uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro. Ele, no entanto, tem reiterado que pretende manter sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

Durante a entrevista, Zema também fez críticas diretas ao campo da direita e ao próprio PL. Disse que há “frutas podres” em outros partidos, incluindo a sigla de Flávio Bolsonaro, e afirmou que o Novo adota critérios mais rigorosos, com expulsão de filiados envolvidos em irregularidades. O ex-governador deixou o local sem detalhar a quem se referia ao fazer as críticas.