Zema diz que Judiciário é ‘usado nitidamente para fazer política’ - QTU Questões do Universo

Zema diz que Judiciário é ‘usado nitidamente para fazer política’

Fonte: Bandeira da fonte

O candidato à presidência Romeu Zema (Novo) afirmou, durante sabatina promovida por O GLOBO, CBN e Valor, que o Judiciário brasileiro está sendo “nitidamente” utilizado para fazer política.
Ao defender investigações contra diferentes autoridades e políticos, o governador de Minas Gerais disse ser favorável à apuração de denúncias sem distinção e criticou o que chamou de investigações “tendenciosas”.
— Temos Judiciário que está sendo usado nitidamente para fazer política — afirmou Zema.
Questionado sobre quais investigações considerava tendenciosas, Zema citou um processo movido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes contra ele e mencionou o caso de um jornalista do Maranhão cuja fonte, segundo o candidato, estaria sendo perseguida.
Também defendeu que sejam esclarecidas as suspeitas envolvendo o financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), "Dark Horse", que teve um investimento pouco mais de US$ 12 milhões do banqueiro bancada pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
— Será que a investigação está sendo feita de maneira adequada? Espero que seja.
Precisa dar explicações a respeito.
O filme, pelo que já foi dito, parece que tem valor que não é condizente com a produção.
Que seja explicado.
Sou favorável à transparência.
Já falei: apure tudo, prenda — disse, em referência ao caso.
Zema também foi questionado sobre sua posição em relação ao dono do Banco Master, e sobre uma doação feita ao diretório mineiro do Novo.
O candidato afirmou que não recebeu recursos diretamente e disse que, à época da doação, em 2022, não havia elementos que desabonassem o banqueiro.
— Eu não recebi nada, não veio nada para mim.
Foi para o partido.
Em 2022, esse banqueiro bandido ainda parece não ter cometido crime — afirmou.
Segundo Zema, a doação foi feita de forma espontânea e não houve contrapartida política.
Ele disse ainda que o Novo não aceita recursos destinados a influenciar decisões do partido.
— Se doou para o Novo, foi de livre e espontânea vontade.
Não aceitamos doação para levar PL adiante, beneficiar alguém.
De forma alguma houve contrapartida — disse.
O candidato afirmou ser favorável à investigação sobre a origem dos recursos e disse que o partido não pretende ficar com dinheiro proveniente de atividades criminosas.
— Não queremos dinheiro de bandido.
É o partido que mais combate corrupção no Brasil.
Não tem partido tão coerente de combater privilégio, favoritismo, fraude — afirmou.
Na mesma linha, Zema defendeu que a Cemig e a Receita Federal sejam investigadas caso haja suspeitas de irregularidades envolvendo a compra de energia de produtores de energia solar.
Segundo ele, não deve haver proteção a nenhum grupo.
— Pedi para o atual governador que investigue a fundo.
A Cemig compra a energia de produtores de energia solar.
Que a Receita apure e puna a sonegação.
Sou totalmente favorável.
Não quero que ninguém fique protegido.
Quero investigação a fundo — afirmou.