Zema diz que apoiaria Flávio Bolsonaro contra Lula em eventual 2º turno: 'minha bandeira é sempre anti-PT'
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (8) que apoiaria o senador e também pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Zema, a posição seria mantida mesmo diante de possíveis novas revelações sobre um suposto envolvimento maior do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro ganhou destaque recentemente após o vazamento de um áudio em que o senador negociava R$ 134 milhões com o banqueiro para financiar o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro.
"Eu tenho dito sempre que eu, como fiz em Minas Gerais, estarei sempre contra o PT. E, como a minha bandeira é sempre anti-PT, eu vou levar a minha campanha adiante. Espero estar no segundo turno e quem estiver vai ter o meu apoio", declarou Zema.
Chapa Zema-Caiado?
Zema também confirmou que tem conversado com o ex-governador de Goiás e pré-candidato ao Planalto Ronaldo Caiado (PSD) sobre uma possível composição para a disputa presidencial. A ideia seria a formação de uma chapa única, com um dos dois concorrendo à Presidência e o outro ocupando a vaga de vice.
Apesar disso, o ex-governador mineiro afirmou que as tratativas ainda são iniciais e que não há, até o momento, nenhuma definição concreta.
No último fim de semana, a reportagem da CBN conversou com Caiado durante a participação dele na Marcha para Jesus, em São Paulo. Assim como Zema, o ex-governador de Goiás reconheceu a boa relação entre os dois, mas não confirmou a possibilidade de uma chapa conjunta — embora também não tenha descartado o cenário.
Outro tema abordado por Zema foi a possibilidade de o secretário de Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, integrar sua eventual chapa presidencial como candidato a vice. O ex-governador elogiou o secretário e afirmou que ele seria um bom nome para compor um governo, mas avaliou que Greco teria perfil mais adequado para assumir o Ministério da Justiça.
Segundo Zema, qualquer definição nesse sentido deve ficar para depois da Copa do Mundo.
Eleição só depois da Copa
Ao comentar o cenário eleitoral, o pré-candidato também afirmou que a população não deve dar grande atenção à política durante a realização do torneio. Na avaliação dele, o interesse dos brasileiros pelas eleições tende a crescer apenas nas semanas que antecedem a votação, marcada para outubro.
Para ilustrar o argumento, Zema comparou o comportamento do eleitor ao de um cliente em um restaurante. Segundo ele, ninguém costuma olhar o cardápio meses antes de decidir o que vai pedir.
