Zema diz não ser tão alinhado a Bolsonaro e se apresenta como alternativa à polarização

 

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, disse em entrevista ao jornal O Globo nesta terça-feira que não é tão alinhado à direita como a família Bolsonaro e que pode ser uma alternativa à polarização política nas eleições deste ano.

A fala vai contra a postura adotada por Zema anteriormente, que, em diversas declarações, demonstrou alinhamento às pautas bolsonaristas. Desde que anunciou a pré-candidatura à Presidência da República, em agosto do ano passado, Zema vem publicando vídeos e fazendo declarações contra o governo federal e o presidente Lula, do PT, além de não receber o petista em visitas oficiais ao estado. Ele também não tem poupado o Supremo Tribunal Federal em relação ao processo da tentativa de Golpe de Estado e defendeu publicamente a anistia.

Na entrevista ao Globo, Romeu Zema disse que é mais próximo de Jair Bolsonaro, do PL, do que de Lula, mas afirmou que "o brasileiro está cansado da polarização entre direita e esquerda". Ele também criticou o que chama de "idolatria política", ainda que tenha reafirmado que concederia indulto ao ex-presidente, caso fosse eleito.

Apesar do governador mineiro ter sido apontado recentemente por lideranças da direita como vice na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro, do PL, Zema afirma que vai manter a pré-candidatura até o fim. Na avaliação dele, o campo político terá três candidatos: ele mesmo, Flávio e o escolhido pelo PSD, que recentemente filiou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Outras opções são os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

Entretanto, Romeu Zema já avisou que o candidato à Presidência do PSD não terá palanque em Minas, segundo maior colégio eleitoral do Brasil e estado decisivo para a vitória na eleição majoritária. Isso porque a legenda filiou o vice-governador Mateus Simões, que já é pré-candidato ao governo estadual e que eles vão se apoiar mutuamente nas eleições 2026.