Zema deixará governo de Minas em março para disputar a Presidência
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), vai deixar o cargo em 22 de março para se dedicar à candidatura à Presidência da República. A equipe dele prepara um evento para transferência oficial do posto ao vice, Mateus Simões (PSD), que será o nome apoiado por ele na disputa ao governo estadual.
Pela legislação eleitoral, o governador mineiro tem até 4 de abril para deixar o posto, já que tem a intenção de disputar outro cargo do Executivo. A desincompatibilização eleitoral tem a intenção de impedir que haja abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio do uso de recursos da administração pública.
Flávio descarta Zema como vice
Nessa segunda-feira (12), Romeu Zema negou, durante agenda, a possiblidade de se tornar vice em uma eventual chapa à presidência da República encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Zema afirmou que segue com a pré-candidatura como cabeça de chapa e que vai se dedicar à disputa eleitoral.
Essa aliança foi sugerida pelo senador Ciro Nogueira (PP), em entrevista ao jornal O Globo, na semana passada. Nogueira disse que Zema seria o melhor nome para ser o número 2 da ala bolsonarista.
Além do governador mineiro, o próprio senador Flávio Bolsonaro também negou que convidou Zema para ser vice ou que o pré-candidato tenha se oferecido para o posto. Segundo Flávio, Romeu Zema é um quadro considerado e um governador bem avaliado, mas que tem o projeto próprio.
Um dos principais opositores ao presidente Lula, o governador Romeu Zema lançou a pré-candidatura à Presidência em 16 de agosto do ano passado, em um evento do NOVO em São Paulo.
Eleições em Minas
Enquanto a direita segue dividida no âmbito nacional para a disputa presidencial, nas eleições para o Governo de Minas o objetivo é tentar unificação, como declarou o vice-governador Mateus Simões, em agenda nesta terça-feira (13). Na ocasião, ele comentou a possibilidade de se aliar ao senador Cleitinho, do Republicanos, para tentar uma chapa única.
Além de Simões e Cleitinho, também deve disputar o governo de Minas, o ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil, que se filiou ao PDT. Outro nome ventilado é do senador Rodrigo Pacheco (PSD), que é apoiado pelo presidente Lula, mas ainda não confirmou se vai disputar o pleito.
