Zema busca se afastar de acusações de ligação da Cemig com o Master e diz

Zema busca se afastar de acusações de ligação da Cemig com o Master e diz 'não tira nada do que disse' sobre Flávio Bolsonaro

Fonte: Bandeira da fonte

O ex-governador Romeu Zema (Novo) buscou se afastar das acusações de envolvimento da Cemig, empresa estatal mineira, com o caso Master e da doação feita pelo pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, ao Novo em 2022.
Em sabatina ao O GLOBO, CBN e Valor nesta segunda-feira, o ex-mandatário disse que não voltará atrás das críticas feitas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) pela proximidade com banqueiro, mas criticou o que classificou como "investigações tendeciosas".
Na semana passada, Rubens Soalheiro, o diretor comercial da Cemig Sim, segmento da estatal responsável pela compra de energia solar, foi demitido em meio a suspeitas de envolvimento nos esquemas ligados ao Master.
Investigadores apuram se o ex-diretor teria facilitado o envolvimento da empresa com a gestora Green Investimentos, na qual Felipe Vorcaro, primo de Daniel, atuava como presidente.
A companhia também tinha a participação do senador Ciro Nogueira (PP), investigado pela Polícia Federal por suspeita de ter recebido vantagens indevidas do dono do Master e, em troca, ter apresentado um projeto de lei favorável à instituição financeira.

— Pedi para o atual governador [Mateus Simões, do PSD] que investigue a fundo e que a receita apure a sonegação.
A CEMIG compra a energia de produtores de energia solar.
Na hora em que a CEMIG comprou.
Sou totalmente favorável.
Não quero que ninguém fique protegido.
Quero investigação a fundo — disse.

Questionado sobre os comentários feitos contra a Flávio no início do ano, após a descoberta dos áudios enviados pelo senador ao banqueiro, Zema negou que foi proibido do Novo de falar sobre o tema, mas criticou parte das investigações.

— Não tiro nada do que eu disse.
Está postado nas redes.
Não mudo em nada.
O Brasil precisa acabar com essas investigações tendenciosas.

(Matéria em atualização)