Zema busca aproximação com segmento evangélico e entrega ‘carta de princípios’ a cristãos

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Em disputa pelos votos dos eleitores conservadores, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) redigiu uma “carta de princípios” direcionada ao público evangélico. O documento, que será divulgado em uma agenda do presidenciável em Brasília na manhã desta quarta-feira, aborda liberdade religiosa e critica o aborto e a “banalização” do uso de drogas, além de prometer o fim das bets.

Qual é o seu perfil ideológico? Teste do GLOBO revela sua posição político-ideológica Quem são todos os candidatos à Presidência da República em 2026 A carta é dividida em 12 eixos, que incluem a defesa da “vida desde a concepção” e o combate a “qualquer tentativa de ampliação das hipóteses de aborto atualmente permitidas”. O texto também define a família como “base da sociedade” e afirma que protegerá crianças e adolescentes “de todos os tipos de exploração, do abuso, da pornografia, da sexualização/erotização precoce e de conteúdos inadequados”.

O documento também diz que Zema é “frontalmente contra a banalização da maconha e a flexibilização do seu consumo, porte e plantio para fins recreativos”, prometendo que, caso eleito, o ex-governador enfrentará o contrabando dessa e de outras drogas, cigarros e outros produtos ilícitos.

O texto coloca a liberdade religiosa como “princípio inegociável” e promete “segurança jurídica” para as igrejas. Além disso, o material reforça as propostas de Zema para o campo da segurança pública, focadas no combate ao crime organizado, propõe o fim das bets e cita a “defesa das liberdades civis fundamentais frente aos arbítrios da Suprema Corte e de qualquer outra instituição do sistema de Justiça”.

Dentro da campanha, os acenos ao segmento evangélico têm sido coordenados por Uziel Santana, fundador da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). Com trânsito entre lideranças religiosas, o advogado também cumpriu o mesmo papel em 2022 durante a articulação para a candidatura presidencial de Sérgio Moro, que acabou desistindo de concorrer ao Planalto e optou por concorrer ao Senado. O documento será divulgado em um evento de campanha organizado na manhã desta quarta-feira pelas equipes de Zema e do senador Eduardo Girão (Novo), vice escolhido para a chapa. O apoio do segmento também tem sido cobiçado por seus adversários na disputa presidencial. De um lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aposta na popularidade da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) com o público evangélico. Do outro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem buscado reduzir a resistência do grupo a partir da tentativa de diálogo com mulheres evangélicas, em uma articulação puxada pela primeira-dama Janja Lula da Silva. Em terceiro lugar nas pesquisas, o escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) também tem buscado se aproximar do segmento por meio do cumprimento de agendas em igrejas de São Paulo.

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