Zema afina discurso de campanha ao Planalto em almoço com empresários em SP

 

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência Romeu Zema, do Novo, afinou o discurso de campanha ao Planalto durante almoço com empresários na Faria Lima, em São Paulo.

No encontro, Zema voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal, com quem tem tido embates recentes em decorrência da menção a ministros da Corte em investigações que envolvem o Banco Master.

Para Zema, o ano eleitoral é de "indignação do povo" contra um STF que atua como um "bombeiro que joga gasolina no incêndio".

Em qualquer país sério, nas palavras de Zema, ministros já teriam caído.

Os ministros citados por investigadores no escândalo do Banco Master foram Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que chegou a ser relator do caso na Corte.

Pelos embates contra o Supremo, Gilmar pediu recentemente a Moraes que inclua Zema como investigado no inquérito das Fake News, que apura notícias falsas e ataques contra magistrados da Corte. Até o momento, Moraes, que é relator do inquérito, não decidiu se inclui Zema.

Ainda sobre o Supremo, Zema criticou a escolha do presidente Lula ao indicar Jorge Messias, advogado-geral da União, para a cadeira deixada por Luis Roberto Barroso.

Messias é sabatinado hoje pelo Senado.

Zema classificou Messias como mais um 'amigo do Rei', e disse que o AGU não tem qualificação para assumir o cargo.

No mesmo evento, Zema estruturou o discurso de campanha em outros dois pilares oficiais.

Um deles é a segurança. Zema trouxe o atual secrerário de Justiça de Minas, Rogério Greco, para apresentar números positivos da gestão, como a diminuição, por exemplo, de casos do Novo Cangaço na região. Ele afirmou que as forças de segurança mineiras fazem o possível diante de leis frouxas, que precisariam ser modificadas a nível federal.

Sem citar o governo Lula, o ex-governador estabeleceu como promessa de campanha reduzir a gastança com uma reforma administrativa e previdenciária, além de revisar benefícios sociais para diminuir, nas palavras dele, pela metade a dívida pública em até um ano.

Outro ponto que, segundo Zema, poderá reduzir os gastos públicos, são as privatizações, tema que promete ser mais uma das bandeiras na campanha. Ele disse que políticos já tem muito o que fazer "e ainda querem colocá-los para administrar empresas", se referindo às companhias estatais.