Zeca Pagodinho elogia Mosquito o interpretando no cinema e brinca com homenagens: 'Gostei mais de virar bar'
O filme "Deixa a vida me levar", sobre a vida de Zeca Pagodinho ainda não estreou, mas o sambista teve a oportunidade de acompanhar parte das gravações.
E entrega que fez ainda uma pontinha para uma cena final.
Da experiência, ele preferiu mesmo ser espectador.
— Fiquei puto.
Eu tinha uma fala só, fiquei duas horas lá.
É troca de lente, troca não sei o que.
Fiquei falando a mesma coisa o tempo todo.
Ah, vai para p...
— diz Zeca com toda espontaneidade habitual, gerando risadas entre a equipe do EXTRA, e logo emendando um elogio para Mosquito, o cantor-ator escalado para interpretá-lo: — Ele surpreendeu.
Está bem legal.
Bem parecido.
Sambista Mosquito é fã de Zeca Pagodinho e fala de semelhanças físicas com cantor
Fernando Young/Divulgação e Reprodução/Instagram
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Apesar de reclamão, o grande homenageado não esconde ficar envaidecido.
Não só por ele, mas pela valorização que o samba tem recebido nos últimos anos.
— Fico feliz.
Tem alguém reconhecendo alguma coisa.
Agora, já virei até bar.
Isso eu gostei mais (risos).
Eu já fiz muita merda, faltava programas...
Mas é porque eu reclamava da nossa falta de espaço.
Achavam que o samba era inferior.
Você chegava para gravar, perguntava quando ia começar, só nos mandavam esperar.
Esperar é o caramba.
Isso é inimaginável.
Agora, o samba é respeitado.
Mas antigamente...
— reflete.
O cantor Zeca Pagodinho nos bastidores dos ensaios do "O maior encontro do samba"
Marina Calderon/Agência O Globo
'Espero representá-lo à altura'
O EXTRA acompanhou as filmagens em que a equipe recriou o Cacique de Ramos de 1981, quando Beto Sem Braço, Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz apresentaram pela primeira vez "Camarão que dorme a onda leva".
A música foi determinante para Beth Carvalho se encantar pela produção e convidar Zeca para gravar com ela até para o "Fantástico".
Intérprete do protagonista, Mosquito falou sobre a responsabilidade do papel que assumiu:
Mosquito como Zeca Pagodinho em novo filme
Victor Pollak/Divulgação
— É o meu primeiro trabalho como ator.
Decorar o texto é o mais fácil.
Difícil é levantar na hora certa, abaixar a cabeça, olhar para a luz, não piscar, chorar, rir...
Espero representá-lo à altura — diz o cantor, sempre comparado fisicamente ao ídolo: — Acho que isso ajudou na minha escolha para o papel.
Nas cenas que o Zeca acompanhou, o vi sorrindo, se divertindo.
Numa delas, de briga, ele falou: “ Não dá mole pra ele, não! É minha imagem que está em jogo!” (risos).
Esse trabalho humanizou o Zeca pra mim.
Eu o via como um orixá da música.
Agora, o vejo como marido, pai, filho...
É um cara foda em tudo!
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Mosquito e Zeca Pagodinho já se conheciam pela música
Reprodução/Instagram
