Zanin só demorou a decidir porque Nunes Marques ‘tardou’, avalia Kakay

Zanin só demorou a decidir porque Nunes Marques ‘tardou’, avalia Kakay - Foto
Fonte da notícia: Carta Capital Carta Capital

O presidente do TSE não decidiu sobre o tema, apesar de ter sido provocado pelas duas campanhas Na avaliação do advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, só demorou a decidir pela prorrogação das eleições em todo o País para 19h pois o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, se omitiu.

“Algumas sessões eleitorais estão afirmando que vão descumprir a ordem do ministro do Supremo Tribunal que, no uso de sua atribuição constitucional , determinou que a votação se estenda até as 19h. Na realidade o Supremo só demorou a decidir porque esperava uma decisão do TSE, que infelizmente tardou“, avalia.

“O que não pode ocorrer é o descumprimento da decisão do Supremo Tribunal, ainda mais por parte de órgão dos Tribunais eleitorais”, disse. “O que é mais importante é preservar o direito do cidadão votar, o Estado tem o dever de garantir a liberdade do eleitor de ir até as urnas”, afirma.

A decisão do STF foi em meio a denúncias de queda na circulação de ônibus em cidades da Bahia, Sergipe e São Paulo. Representações foram enviadas primeiro ao TSE, mas o presidente da Corte não deu nenhum despacho sobre o tema. Após isso, a campanha de Lula acionou o STF — o pedido chegou na mesa do ministro às 16h32 e a decisão aconteceu minutos depois.

Em justificativa à sua decisão, o ministro disse que as duas campanhas que disputam as eleições presidenciais no segundo turno alegaram problemas no transporte de eleitores, razão pela qual ele decidiu conceder a liminar. O advogado lembra que o eleitor mais pobre precisa do serviço público e, por isso, seu voto deve ser garantido de maneira livre e segura.

“Este é o temor desta estranha burguesia: que o direito do voto universal seja garantido. O voto da Faria Lima vale o mesmo da favela.

Isto eles não suportam“, avalia. Gabriel Andrade Editor do site de CartaCapital

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo. A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou.

No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Publicação Original Carta Capital cartacapital.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →