YouTuber que invadiu ilha de tribo isolada na Índia e deixou Coca-Cola pode pegar até 5 anos de prisão
Um youtuber americano foi preso, nesta semana, na Índia após invadir a Ilha Sentinela do Norte, território habitado por uma das tribos mais isoladas do planeta, e pode enfrentar até cinco anos de prisão. Mykhailo Viktorovych Polyakov é acusado de entrar ilegalmente em uma reserva tribal protegida, onde o acesso externo é proibido por lei.
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Segundo autoridades indianas, Polyakov percorreu cerca de nove horas em um bote inflável até alcançar a ilha, localizada no arquipélago de Andaman. Ele permaneceu no local por aproximadamente cinco minutos, período em que deixou um coco e uma lata de refrigerante como supostos “símbolos de paz”, registrando a ação em vídeo.
A legislação local proíbe que qualquer pessoa se aproxime a menos de cinco quilômetros da ilha, justamente para evitar o contato com os sentineleses. O grupo vive em isolamento voluntário e não possui imunidade contra doenças comuns fora de seu território, o que torna qualquer interação potencialmente devastadora.
Risco sanitário e histórico de mortes
Especialistas e organizações de direitos indígenas alertam que objetos aparentemente inofensivos podem representar ameaça grave. A diretora da Survival International, Caroline Pearce, criticou a atitude e afirmou que o episódio coloca em risco não apenas o visitante, mas toda a população local.
Os sentineleses somam cerca de 150 pessoas e vivem na ilha há milhares de anos, mantendo um modo de vida baseado na caça e coleta. Eles são conhecidos por rejeitar qualquer contato externo, frequentemente reagindo com hostilidade a aproximações.
Casos anteriores reforçam o perigo. Em 2018, um missionário americano foi morto após tentar desembarcar na ilha. Em 2006, dois pescadores indianos também morreram ao se aproximarem da região.
Polyakov, que produz conteúdo sobre viagens extremas — incluindo registros em áreas de conflito — foi detido ao retornar ao território indiano. O caso volta a expor os limites entre produção de conteúdo digital e respeito a populações vulneráveis, além de reacender o debate sobre turismo irresponsável em áreas protegidas.
