YouTuber americano é preso na Coreia do Sul por atos obscenos com estátuas femininas históricas; vídeo

 

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Um youtuber americano foi condenado a seis meses de prisão na Coreia do Sul após protagonizar uma série de atos considerados ofensivos e ilegais, incluindo gestos de desrespeito a uma estátua que homenageia vítimas de escravidão sexual durante a Segunda Guerra Mundial.

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Conhecido como Johnny Somali, o influenciador — cujo nome real é Ramsey Khalid Ismael — foi sentenciado por um tribunal de Seul por crimes como perturbação da ordem pública e obstrução de atividades comerciais. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, e ele foi detido imediatamente após o julgamento por ser considerado risco de fuga.

Segundo as autoridades, o criador de conteúdo ficou conhecido por realizar transmissões ao vivo com comportamentos provocativos em locais públicos, muitas vezes com o objetivo de gerar engajamento e lucro nas redes sociais. Entre os episódios mais criticados está um vídeo em que ele aparece realizando atos considerados desrespeitosos diante de uma estátua que simboliza as mulheres, em sua maioria coreanas, forçadas à escravidão sexual pelo Exército japonês durante a guerra.

O caso provocou forte indignação no país asiático, onde esses monumentos têm grande peso histórico e simbólico. Estima-se que até 200 mil mulheres tenham sido vítimas desse sistema durante o conflito, tema que ainda gera tensões diplomáticas na região.

Além do episódio com a estátua, o influenciador também foi acusado de assediar pessoas em espaços públicos, causar tumultos em estabelecimentos comerciais e divulgar conteúdos ofensivos, incluindo material manipulado digitalmente.

Durante o processo, promotores chegaram a pedir uma pena de até três anos de prisão, mas o tribunal optou por uma condenação mais branda. Ainda assim, a Justiça destacou que os atos foram repetidos e deliberados, com o objetivo de obter ganhos financeiros por meio da exposição online.

Após cumprir a pena, o americano ainda deverá enfrentar restrições adicionais, como impedimento de trabalhar com menores e registro como infrator sexual por um período determinado, conforme a legislação local.