Yohama Eshima, de ‘Quem ama cuida’, fala da doença rara do filho e da união com homem 35 anos mais velho - QTU Questões do Universo

Yohama Eshima, de ‘Quem ama cuida’, fala da doença rara do filho e da união com homem 35 anos mais velho

Fonte: Bandeira da fonte

No ar em “Quem ama cuida” como Elza, a curitibana Yohama Eshima, de 38 anos, afirma que, apesar de a personagem ter uma grande queda por Otoniel (Tony Ramos), ela sabe se colocar em primeiro lugar.
“Elza está ali para ajudar Otoniel a descobrir novos caminhos sobre ele.
Mas é dona de si e sabe bem o que quer, conhece seu limite emocional e não está disposta a aceitar qualquer migalha”, defende a atriz, em um papo exclusivo com a coluna.
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Elza (Yohama Eshima) e Otoniel (Tony Ramos) em 'Quem ama cuida'
Manoella Mello/Rede Globo
Antes de interpretar a dona da floricultura na atual novela das nove, Yohama ficou conhecida por viver a investigadora Yone em “Travessia” (2022/23), quando fazia dupla com a personagem de Giovanna Antonelli.
“Faço teatro desde os 14 anos.
Sei que ainda temos muito o que caminhar, mas vejo uma maior abertura para atores amarelos na TV.
Sinto que estou num momento de maturidade.
A maternidade também me impulsionou a me ver de outra forma”.
Helô (Giovanna Antonelli) e Yone (Yohama Eshima) em cena da novela 'Travessia'
João Miguel Júnior/Rede Globo
Há nove anos com o diretor e produtor de cinema Flávio Ramos Tambellini, de 73, a atriz é mãe de Tom, de 5.
Para ela, a diferença de idade entre os dois nunca foi um obstáculo.
“Há um preconceito sobre as formas de se relacionar das pessoas.
Posso garantir que uma relação com uma diferença grande de idade é completamente possível.
Sempre admirei o Flávio e fui eu quem deu uma insistida no começo”, recorda Yohama, que também vive os desafios da maternidade atípica.
Elza (Yohama Eshima) em "Quem ama cuida"
Manoella Mello/Rede Globo
Nas redes, ela ganhou visibilidade ao compartilhar a rotina com o filho, que nasceu com esclerose tuberosa, uma doença genética rara, e desenvolveu epilepsia em decorrência da condição.
Ao falar sobre Tom, Yohama encontrou apoio de outras mães atípicas e também passou a ajudar famílias que enfrentam situações semelhantes.
“Mas o Tom não é só isso.
É um ser humano maravilhoso.
O diagnóstico não é o destino.
Viver o presente foi meu maior aprendizado.
Se deixar, a maternidade engole a gente.
Você precisa pedir ajuda.
Se estou no trabalho, tenho que confiar na minha rede de apoio.
Sei que existe a possibilidade de o meu filho convulsionar, mas não posso ficar pensando nisso”.