Xi Jinping afirma ao lado de Putin que mundo corre risco de regredir à 'lei da selva'
O presidente da China, Xi Jinping, afirmou nesta quarta-feira (20) ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que o mundo corre o risco de regredir à 'lei da selva'. Ele ainda aproveitou para elogiar a relação entre os países como uma 'força estabilizadora global'.
O líder chinês recebeu o presidente russo com pompa quando os dois iniciaram as conversações, da mesma forma que havia recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última semana.
As conversas entre Xi e Putin começaram com uma reunião mais curta, em formato restrito, com um número menor de delegados para discutir questões sensíveis. Em seguida, os líderes realizaram uma reunião em formato amplo com suas respectivas delegações.
Em declarações feitas após a cerimônia de assinatura, Xi disse que as relações entre Pequim e Moscou estavam no 'mais alto nível de parceria estratégica abrangente', e pediu que ambos os países se opusessem a 'toda intimidação unilateral' na arena internacional.
Putin e Xi Jinping condenam ataques 'traiçoeiros' dos EUA e pedem fim da guerra no Irã
Presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente chinês, Xi Jinping, em encontro em Pequim.
Alexander Kazakov / Pool / AFP
O presidente chinês, Xi Jinping, recebeu o presidente russo, Vladimir Putin, em Pequim nesta quarta-feira (20), e os dois líderes divulgaram uma declaração conjunta instando ao fim da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã como uma questão de 'extrema urgência'.
Os dois países concordaram que os ataques dos EUA e de Israel 'violam o direito internacional e as normas fundamentais das relações internacionais, além de prejudicarem seriamente a estabilidade no Oriente Médio'.
A declaração enfatizou 'a necessidade de um retorno, o mais breve possível, das partes em conflito ao diálogo e às negociações com o objetivo de impedir a propagação da zona de conflito e instou a comunidade internacional a manter uma posição objetiva e imparcial, a auxiliar na desescalada e a defender em conjunto as normas fundamentais das relações internacionais'.
Os dois líderes também condenaram o que chamaram de 'ataques militares traiçoeiros contra outros países, o uso hipócrita de negociações como pretexto para preparar tais ataques, o assassinato de líderes de estados soberanos, a desestabilização da situação política interna nesses estados e a provocação de mudança de regime, além do sequestro descarado de líderes nacionais para julgamento'.
Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a posição do presidente chinês, Xi Jinping, sobre o Irã como 'muito interessante'.
Ao ser questionado por repórteres a bordo do avião Air Force One, Trump comentou que ele foi 'categórico ao afirmar que o Irã não deve ter armas nucleares e que abram o Estreito de Ormuz'.
'Mas, como ele disse com um sorriso: Eles fecharam o Estreito, vocês os fecharam', completou.
Em uma entrevista à Fox News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que sua paciência com o Irã estava se esgotando, após a conversa com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre a guerra entre os EUA e iranianos.
'Eles deveriam chegar a um acordo', acrescentou o magnata, se referindo às divergências entre as várias potências iranianas.
Sobre a questão dos estoques secretos de urânio enriquecido do Irã, Trump minimizou o assunto.
'Eu me sentiria melhor se os obtivesse. Mas acho que é mais uma questão de relações públicas do que qualquer outra coisa', completou ele.
