World Press Photo divulga as principais fotos do ano: Guerras, protestos e imigração são temas recorrentes

 

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Considerado o concurso mais prestigiado do fotojornalismo mundial, o World Press Photo anunciou os 42 vencedores regionais de sua 69ª edição. A partir desse conjunto de imagens, a “Foto do Ano” será divulgada em 23 de abril, em Amsterdã, durante a abertura da exposição. Ao todo, o júri avaliou 57.376 fotografias enviadas por 3.747 profissionais de 141 países.

A seleção contemplou sete fotografias por continente e pode ser conferida na íntegra no site da premiação. Em comum, os trabalhos abordam temas como guerras, protestos, crises migratórias, incêndios e insatisfação popular, refletindo alguns dos principais acontecimentos recentes ao redor do mundo.

Protestos pró-Palestina na Universidade de Columbia. Foto de Alex Kent para o The New York Times

Divulgação/World Press Photo

Na América do Norte, destaca-se a imagem de um protesto contra a guerra em Gaza na Universidade de Columbia, em que um estudante aparece com as mãos imobilizadas, registrada por Alex Kent para o The New York Times. Fotografias do jornal norte-americano aparecem mais de uma vez entre os finalistas. Outro registro marcante é o de um agente do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) com o rosto coberto, feito por Carol Guzy, do Miami Herald.

Prisões realizadas pelo ICE em tribunal de Nova York. Foto de Carol Guzy, para Miami Herald

Divulgação/World Press Photo

Na América do Sul, dois brasileiros estão entre os selecionados. Priscila Ribeiro apresenta um trabalho sobre os desafios da habitação no país, enquanto Eduardo Anizelli, da Folha de S. Paulo, documentou os cadáveres enfileirados após a megaoperação realizada em outubro nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. O júri considerou no registro da brasileira que "através de um retrato afetuoso e íntimo de uma avó a cuidar dos seus netos, a foto transmite alegria, união e a resiliência cotidiana de famílias que vivem em condições precárias”.

Um Território de Esperança. Foto de Priscila Ribeiro

Divulgação/World Press Photo

Ainda na região, chama atenção a fotografia do argentino Tadeo Bourbon, para a revista Mu, intitulada “Argentina de Milei”, que mostra um padre sendo detido durante um protesto contra o congelamento de pensões. Durante o anúncio dos selecionados, a presidente do júri global, Kira Pollack, ressaltou que "os fotógrafos aqui reconhecidos fizeram a sua parte. Deixaram a sua marca. Agora é a nossa vez de olhar”.

Argentina de Milei. Foto de Bourbon Tadeo para a Revista Mu

Divulgação/World Press Photo

Segundo Gabrielle Fonseca Johnson, presidente do júri da Ásia Ocidental, Central e Meridional, o principal eixo temático da região foi o impacto dos conflitos sobre indivíduos e comunidades, destacando histórias de reconstrução e resiliência no pós-guerra. Uma das imagens vencedoras da região mostra uma mulher de 60 anos se preparando para dar à luz. Descrito pelo júri como um "retrato íntimo e multifacetado", o registro evidencia os impactos da política do filho único no país, "ao mesmo tempo em que destaca o amor, o cuidado e a resiliência".

Maternidade aos 60 anos. Foto de Wu Fang

Divulgação/World Press Photo

Na Europa, destacam-se as imagens relacionadas à guerra na Ucrânia e ao envelhecimento populacional. Já na África, um dos destaques é o registro de protestos da geração Z em Madagascar, que evidencia a mobilização política de jovens impulsionada pelas redes sociais.

Emma, ​​a Robô Social. Foto de Paula Hornickel

Divulgação/World Press Photo

Protestos da Geração Z em Madagascar. Foto de Luís Tato para Agence France-Presse

Divulgação/World Press Photo

Criado em 1955, o World Press Photo valoriza não apenas o impacto visual das imagens, mas também sua relevância jornalística e temática. O vencedor da “Foto do Ano” recebe um prêmio de 10 mil euros. O segundo e terceiro lugar também são divulgados.

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