WhatsApp e Instagram Premium: Meta prepara assinaturas pagas com funções extras
A Meta planeja testar novas modalidades de assinatura premium para o Instagram, Facebook e WhatsApp nos próximos meses, segundo reportagem do TechCrunch desta segunda-feira (26). Os planos terão recursos exclusivos focados em produtividade e criatividade, enquanto o acesso gratuito às funcionalidades básicas das redes sociais continua. WhatsApp agora mostra contatos buscados recentemente no Android Siri com tecnologia do Gemini será anunciada em breve, revela portal Diferente do “Meta Verified”, que foca na verificação de identidade e segurança, as novas assinaturas devem desbloquear ferramentas funcionais e estéticas. No Instagram, códigos encontrados pelo desenvolvedor Alessandro Paluzzi sugerem que os assinantes poderão criar listas de audiência ilimitadas, visualizar Stories de modo oculto e acessar uma lista de seguidores que não seguem o perfil de volta. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Para o WhatsApp e Facebook, a estratégia de diferenciação ainda não foi detalhada oficialmente. No entanto, especulações de mercado apontam para a possibilidade de remoção de publicidade em áreas específicas, como nos Canais e Status do mensageiro. O Canaltech entrou em contato com a assessoria da Meta no Brasil para questionar se há previsão de testes ou implementação das assinaturas no país. A empresa ainda não retornou o contato até o fechamento desta reportagem. A conta da inteligência artificial A busca por novas fontes de receita ocorre em um cenário de investimentos massivos da Meta em infraestrutura de inteligência artificial (IA). A empresa divulga seus resultados financeiros do quarto trimestre de 2025 nesta quarta-feira (28), com o mercado atento ao aumento das despesas de capital (capex) voltadas para IA. Também nesta semana, a empresa de Mark Zuckerberg iniciou a exibição de anúncios no Threads, rede social concorrente do X — o antigo Twitter. Em 2023, o CEO afirmou que apenas colocaria publicidade na plataforma ao atingir 1 bilhão de usuários, quase o dobro dos 400 milhões atuais. Mark Zuckerberg é atualmente a 6ª pessoa mais rica do mundo com US$ 230,4 bilhões em patrimônio, segundo a Forbes (Imagem: Reprodução/Anthony Quintano/Wikimedia /CC) As novas assinaturas devem servir como porta de entrada para ferramentas avançadas de IA generativa. A Meta pretende escalar o uso da Manus, startup de agentes de IA adquirida recentemente por US$ 2 bilhões, integrando a tecnologia aos planos pagos. A Manus desenvolve agentes capazes de executar tarefas autônomas complexas, funcionando como assistentes virtuais dentro das plataformas. Outra aposta para o modelo pago é o Vibes, ferramenta de geração de vídeos curtos por IA. Embora o recurso tenha uma versão gratuita, a assinatura deve desbloquear capacidades avançadas de criação e remixagem. A pressão por monetização também reflete aquisições anteriores de alto custo, como a compra da Scale AI por US$ 14,3 bilhões em junho de 2025. A tecnologia da Scale AI é fundamental para o treinamento e aprimoramento dos modelos de linguagem da Meta, mas gera custos operacionais elevados que a publicidade digital, sozinha, pode não cobrir no longo prazo. Desde agosto, a Meta perdeu cerca de US$ 300 bilhões em valor de mercado, mas, acerca da divulgação das novas assinaturas, as ações da empresa na NASDAQ subiram mais de 2%. Veja também: WhatsApp deve ganhar plano pago para remover anúncios no aplicativo ChatGPT escalando o time? Técnico demitido nega acusação de uso de IA Como eram as redes sociais em 2016? 8 memórias marcantes Ouça o Podcast Canaltech: Leia a matéria no Canaltech.
