Weg anuncia nova fábrica de sistema de armazenamento de energia com investimento de R$ 280 milhões

 

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Uma nova fábrica de sistemas de armazenamento de energia com baterias será construída pela Weg, em Itajaí, Santa Catarina. O anúncio do investimento foi feito nesta quarta-feira. O custo da nova fábrica será de R$ 280 milhões e os recursos foram obtidos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) através do programa Mais Inovação.

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Os sistemas de armazenamento de energia em baterias (conhecidos por BESS, na sigla em inglês) são uma alternativa para atender à demanda dos consumidores nos horários de pico — com custo menor que o de fontes renováveis — e impedir apagões.

O armazenamento é importante para a transição energética no Brasil, já que permite a integração de fontes renováveis à matriz elétrica. Isso evitará desperdício de energia, através do curtailment, que é a redução forçada da geração em usinas renováveis (eólicas e solares), mesmo quando há capacidade instalada e condições ideais de produção, porque não há onde armazenar

De acordo com a Weg, aunidade será a mais moderna do país nesse segmento. As obras da nova fábrica começam em breve e a conclusão está prevista para o segundo semestre de 2027. Serão criados 90 postos de trabalho e a nova planta ampliará a capacidade produtiva da WEG em sistemas BESS para até 2 GWh ao ano. No ano passado, o Brasil atingiu 1GW de capacidade de armazenamento.

Fábrica automatizada

A nova fábrica terá alto nível de automação, com linhas automáticas e semiautomáticas de montagem, além do uso de robôs móveis autônomos para movimentações internas. A unidade terá ainda um laboratório dedicado a testes, desenvolvimento e qualificação de produtos, além de garantir controle de qualidade. A infraestrutura incluirá ainda uma subestação de energia para simulação de condições reais de operação.

“Com esse passo, a WEG amplia a sua oferta de soluções de alto valor agregado, desenvolvidas e fabricadas no Brasil, e contribui para o avanço da segurança energética e resiliência do nosso grid. Trata-se de um investimento alinhado com o objetivo estratégico de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no cenário global de transição energética, mitigando riscos e fortalecendo a presença nacional nesse segmento em expansão”, explicou em nota Alberto Kuba, presidente da Weg.

Esses sistemas permitem armazenar energia em períodos de baixa demanda e liberá-la quando necessário, reduzindo riscos de interrupção no fornecimento. A queda do preço dos equipamentos de armazenamento em cerca de 90% na última década, segundo dados da consultoria Greener, foi um dos fatores que impulsionou o setor.

Hoje, uma indústria de pequeno porte, por exemplo, pode ter seu próprio sistema por cerca de R$ 200 mil. Também são potenciais clientes fazendeiros, que precisam de energia para irrigação, e populações sem acesso à rede elétrica em regiões remotas do país, principalmente na Amazônia.

Os negócios nessa área devem somar ao menos R$ 22,5 bilhões até 2030, segundo a consultoria Greener, mas as cifras podem alcançar R$ 44 bilhões, estima a Associação Brasileira de Soluções em Armazenamento de Energia (Absae), se um marco legal for estabelecido, dando mais segurança às grandes empresas que já tocam projetos no país.