Call of Duty: Modern Warfare 4 chegou nesta sexta-feira (23) para PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2, com campanha, multiplayer e o retorno do modo DMZ. Junto com o lançamento, voltou também a discussão sobre o SBMM (Skill-Based Matchmaking), sistema que forma as partidas a partir do nível de habilidade dos jogadores.
A proposta é equilibrar os confrontos e proteger quem está começando, mas parte da comunidade reclama do efeito oposto. Para jogadores mais experientes, cada partida tende a virar um duelo de alta pressão contra adversários do mesmo nível, sem espaço para sessões mais casuais.
Além disso, não há opção no jogo para desativar o sistema. A frustração cresceu ainda mais porque o MW4 estreou sem a playlist de Open Matchmaking testada no período de beta, e todas as filas usam o modelo padrão.
Diante disso, parte dos jogadores deve recorrer a VPNs para buscar lobbies de outras regiões, como já aconteceu em Modern Warfare 2 e Warzone. Para entender o que essa estratégia pode ou não mudar, é preciso conhecer a relação entre localização, ping e matchmaking.
Apesar do nome, a habilidade não é o único critério usado para montar as partidas. O sistema considera o desempenho dos participantes para organizar os confrontos e distribuir os jogadores entre as equipes, mas outros fatores pesam tanto quanto.
Na explicação oficial sobre o multiplayer da franquia, a Activision aponta a qualidade da conexão e o tempo necessário para encontrar uma partida como prioridades. Playlist, plataforma e dispositivo de entrada também entram na análise.
A região do jogador, o tamanho do grupo, o horário e a quantidade de pessoas ativas em cada modo completam a equação. Por isso, duas sessões podem ter lobbies bem diferentes mesmo quando o desempenho do jogador se mantém parecido.
Ao utilizar uma VPN, o tráfego de dados passa por um servidor intermediário, o que altera o endereço IP visível e simula o acesso a partir de outra região. Essa mudança de localização virtual pode influenciar a busca por partidas, já que o pool de adversários disponíveis varia de acordo com a área geográfica, o horário e o volume de jogadores ativos.
Na teoria, conectar-se a uma região em horário de baixa atividade, como a madrugada ou o início da manhã local, pode resultar em lobbies com maior variação de níveis, pois há menos jogadores disponíveis para o sistema combinar. O efeito, porém, não é garantido.
O matchmaking continua avaliando outros fatores, e a Infinity Ward não detalha como o sistema funciona no MW4. Em entrevista ao IGN, Joe Cecot, diretor criativo do multiplayer, afirmou que o estúdio não está falando sobre especificidades do matchmaking, o que deixa aberta a possibilidade de ajustes após o lançamento.
Além disso, regiões com menos jogadores ativos podem aumentar o tempo de espera por partidas e exigir conexões com servidores mais distantes, com impacto direto no ping. O ping reflete o tempo necessário para a troca de dados entre o dispositivo e o servidor do jogo.
Em jogos de tiro competitivos, oscilações e latência alta comprometem diretamente a fluidez da partida e a precisão dos comandos. Em alguns casos, uma VPN pode melhorar a conexão.
Segundo a NordVPN, isso ocorre em situações excepcionais, quando o provedor de internet apresenta problemas de congestionamento na rede. A empresa também aponta que a VPN pode evitar a limitação de banda que algumas operadoras aplicam ao identificar uso intenso em jogos online.
Por outro lado, a inclusão de um servidor intermediário adiciona uma etapa ao percurso e pode elevar o ping, principalmente em conexões com servidores distantes. Como a qualidade da conexão também é considerada pelo matchmaking, a latência maior pode afetar tanto a jogabilidade quanto a formação das partidas.
Por essa razão, recomenda-se realizar testes sob as mesmas condições para comparar a latência, a estabilidade e a perda de pacotes com a VPN ligada e desligada. 👉 Assine a NordVPN com 75% de desconto no plano mensal + 3 meses extras clicando aqui.
Ao avaliar opções de VPN para jogos online, a taxa de download por si só não garante uma boa experiência. Como shooters online são muito sensíveis à latência, pesam também a quantidade e a localização dos servidores, a estabilidade da rede e o protocolo utilizado.
O WireGuard, por exemplo, está entre os mais rápidos disponíveis atualmente. VPNs gratuitas costumam ser uma escolha ruim nesse cenário.
Em geral, elas têm limite de banda, velocidades menores e poucos servidores, além de poderem representar riscos de segurança. Para quem joga em console, outro ponto importante é a possibilidade de configurar a VPN diretamente no roteador, já que PlayStation, Xbox e Switch não costumam ter apps nativos para o serviço.
A NordVPN conta com milhares de servidores em cerca de 225 localizações e oferece o NordLynx, protocolo próprio desenvolvido com base no WireGuard. Em um teste realizado pelo West Coast Labs em outubro de 2025, com metodologia AMTSO, o serviço registrou média de 817 Mbps e foi o mais rápido entre cinco provedores avaliados.
A assinatura permite até dez conexões simultâneas, com aplicativos para Windows, macOS, Linux, iOS, Android, Apple TV e Android TV, além de suporte à configuração em roteadores. O atendimento ao cliente funciona 24 horas por dia.
No campo da privacidade, a política de não armazenamento de registros já passou por seis auditorias independentes, a mais recente conduzida pela Deloitte em 2025. Os planos Complete e Ultra incluem ainda proteção contra sites maliciosos, phishing, rastreadores e malware.
A escolha do servidor depende do objetivo. Para manter a latência baixa, o ideal é começar por um servidor geograficamente próximo.
Para testar lobbies diferentes, a alternativa é conectar-se a outra região, de preferência em horários de menor movimento, sabendo que o ping tende a subir. Antes de ativar a VPN, vale registrar o desempenho da conexão sem ela, para comparar depois o impacto real do serviço.
Os consoles não costumam oferecer aplicativos nativos de VPN. Assim, para utilizar a conexão VPN em videogames, existem duas abordagens principais: realizar a integração diretamente em um roteador compatível ou fazer o compartilhamento da rede por meio de um computador com Windows.
Ao optar por essa solução, o próprio roteador gerencia a autenticação com o serviço de VPN e distribui o tráfego protegido para todos os aparelhos vinculados à sua rede. Como o processo de ajuste depende de cada marca, consulte o guia oficial de configuração de roteadores fornecido pela NordVPN para ver orientações detalhadas de diversos equipamentos.
Outra opção é conectar o videogame a um computador para transmitir a conexão VPN por meio de um cabo Ethernet ou hotspot Wi-Fi. De acordo com o tutorial da NordVPN, deve-se ativar o compartilhamento de rede no adaptador da VPN e indicar a interface conectada ao console, mantendo o computador ligado durante o processo.
Para o compartilhamento por meio de hotspot no Windows, recomenda-se configurar os protocolos OpenVPN UDP ou TCP, já que o NordLynx não é compatível nesse modelo. Já na conexão cabeada, o PC necessita de uma porta Ethernet livre dedicada ao console.
Com a configuração concluída, monitore a estabilidade da rede durante as partidas. Analisar o desempenho entre as sessões permite verificar se a rota escolhida garante boa jogabilidade, lembrando que trocar de servidor não assegura partidas mais simples ou ping reduzido.
Esta matéria foi produzida em parceria com a NordVPN.
BR IGN