Votorantim e Huaxin estão entre empresas interessadas em comprar CSN, diz agência

 

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A Votorantim e a Huaxin estão entre as empresas em negociações para adquirir a unidade de cimento do conglomerado brasileiro CSN, segundo fontes. O valor da transação pode chegar a US$ 3 bilhões, disseram essas fontes, que pediram anonimato por se tratar de informações privadas. A CSN está trabalhando com o Morgan Stanley na venda, informou a empresa na quinta-feira. As conversas ainda estão em estágio inicial e podem terminar sem acordo.

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A Votorantim e sua unidade de cimento preferiram não comentar. A CSN e a Huaxin não responderam aos pedidos de comentário.

A Companhia Siderúrgica Nacional, como a empresa é formalmente conhecida, enfrenta pressão financeira depois que a dívida líquida subiu 11%, para R$ 41,2 bilhões (US$ 8 bilhões) no quarto trimestre, elevando a alavancagem líquida da companhia para 3,47 vezes o Ebitda.

O aumento foi um “evento pontual”, disse o presidente-executivo Benjamin Steinbruch a investidores e analistas durante uma teleconferência na quinta-feira.

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A companhia, controlada pela família bilionária Steinbruch, contratou assessores para vender uma participação relevante em sua divisão de infraestrutura e logística, além do controle do negócio de cimento. O objetivo é fechar acordos no terceiro trimestre que gerem entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, quase metade da dívida líquida atual.

A CSN também pretende usar ações da sua unidade de cimento como garantia em um empréstimo, disse o diretor financeiro Marco Rabello em conversa com investidores.

Embora não tenha detalhado o valor planejado, ele citou reportagens da imprensa que mencionam um financiamento entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

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A Votorantim provavelmente teria de formar um consórcio para obter aprovação do Cade, órgão antitruste brasileiro. Nesse arranjo, ficaria com ativos em regiões onde tem menor presença de mercado, enquanto parceiros assumiriam participações em negócios nos quais ela é mais forte, disse uma das pessoas. A Huaxin provavelmente não faria parte desse consórcio.

A gigante chinesa Huaxin Cement entrou no mercado brasileiro no fim de 2024, ao adquirir a Embu S.A. Engenharia e Comércio por US$ 186 milhões. A operação incluiu quatro pedreiras no estado de São Paulo voltadas à produção de agregados para a construção civil.