Você tem lírio-da-paz em casa? Planta é perigosa para gatos; saiba os riscos
Quem convive com gatos em casa sabe que a curiosidade felina pode transformar qualquer ambiente em uma verdadeira investigação. Entre móveis, objetos e vasos decorativos, as plantas costumam ser um dos principais atrativos e também um dos maiores riscos para os felinos, já que muitos tutores não sabem quais podem trazer perigos aos bichanos.
É nesse contexto que o lírio-da-paz, uma das espécies ornamentais mais populares no Brasil, entra em alerta: apesar da beleza e facilidade de cultivo, a planta pode ser tóxica para gatos e causar irritações sérias.
Por que o lírio-da-paz é perigoso para gatos?
O lírio-da-paz (Spathiphyllum spp.) contém cristais de oxalato de cálcio insolúveis em todas as suas partes: folhas, caule, flores e até o pólen. Quando o gato morde ou mastiga a planta, esses cristais são liberados e entram em contato com a boca e o sistema digestivo, provocando irritação imediata e bastante desconforto.
Embora não seja classificado como um dos “lírios verdadeiros” (Lilium e Hemerocallis), conhecidos por sua alta toxicidade renal em gatos, o lírio-da-paz ainda exige atenção, já que a ingestão pode gerar reações intensas e necessidade de avaliação veterinária, principalmente quando os sintomas persistem.
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Principais sintomas de intoxicação
De acordo com veterinários, os sinais de contato ou ingestão do lírio-da-paz costumam aparecer poucas horas após a exposição. Como os gatos tendem a esconder desconfortos, pequenas mudanças de comportamento já podem ser um alerta importante para o tutor.
Entre os sintomas mais comuns estão:
salivação excessiva (baba constante)
dor ou irritação na boca
inflamação na língua e gengivas
dificuldade para engolir
vômitos
náusea
perda de apetite
Como identificar possível intoxicação em gatos
Entre as mudanças mais frequentes estão a lambedura excessiva dos lábios, recusa alimentar e inquietação. Em alguns casos, o gato pode apresentar apatia, isolamento e episódios repetidos de vômito.
Diante de qualquer suspeita, a orientação é buscar avaliação veterinária o quanto antes. O atendimento rápido é fundamental para evitar agravamento do quadro e garantir a recuperação e o bem-estar do animal.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
