Você NÃO PODE esquecer dessas 7 dicas ao comprar uma TV em 2026

 

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Comprar uma TV nova em 2026 está nos planos de muitos consumidores, especialmente porque o próximo ano será marcado pela Copa do Mundo, contexto ideal para reunir amigos e familiares em frente à telona. No entanto, diante da enorme variedade de tamanhos, tecnologias e recursos disponíveis no mercado, é comum se perder entre tantas opções na hora da escolha. Até porque o modelo ideal não é necessariamente o mais caro, mas aquele que melhor se adapta ao seu perfil de uso.

Nas linhas a seguir, o TechTudo detalhou as principais tecnologias e critérios para fazer uma boa compra. Para isso, detalharemos desde o tamanho da tela ao consumo de energia, passando por resolução, tipo de painel e funções inteligentes. Ao fim, ainda reunimos sete dicas essenciais para quem quer investir em uma TV novinha e evitar arrependimentos. Confira logo abaixo e aprenda a fazer uma boa escolha.

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Quer uma TV nova em 2026? Confira as dicas separadas pelo TechTudo

Reprodução/Freepik

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Quer uma TV nova em 2026?

Além de conhecer as especificidades técnicas, comprar a TV ideal exige entender qual será o uso do aparelho no dia a dia — se a prioridade é assistir a esportes, filmes, jogar videogame ou simplesmente ter uma tela para uso ocasional. No índice abaixo, veja as dicas que separamos.

Escolha o tamanho certo

Entenda e defina o seu orçamento

Saiba a diferença entre LED, QLED, OLED e Mini LED

Pense nas suas necessidades

Escolha uma boa resolução

Fique de olho no consumo de energia

Veja se o modelo oferece recursos interessantes

1. Escolha o tamanho certo

Você pode até querer o maior tamanho possível de televisão para a parede de sua sala, mas as dimensões ideais de uma TV dependem principalmente da distância entre a tela e o local onde você costuma assistir. Um televisor grande demais, se estiver muito próximo ao sofá, pode causar desconforto visual, dores de cabeça e até cansaço nos olhos. Por outro lado, uma tela pequena em um ambiente amplo dificulta a visualização de detalhes e legendas, comprometendo a experiência.

Logo, para definir as polegadas ideais para a sua sala de TV, um cálculo bastante prático é dividir a distância entre o sofá e a televisão pela proporção de 1,2. Em uma sala onde o espectador fica a cerca de 1,3 metro da tela, por exemplo, o tamanho mais indicado é uma tela de aproximadamente 42 polegadas — o que corresponde a cerca de 1,07 metro de diagonal, já que 1,3/1,2 ≅ 1,07. Para quem não quer fazer cálculos, uma boa referência é considerar TVs de 55 polegadas para intervalos com pouco mais de 2 metros.

É importante refletir sobre o tamanho da TV para definir o modo de instalação na parede

Divulgação/Amazon

Além da distância, a posição da TV também faz diferença no conforto. O ideal é que a tela fique de frente para quem está assistindo, ocupando boa parte do campo de visão, mas sem exigir que o espectador mova o pescoço. Na altura, o recomendado é que a tela fique próxima à linha dos olhos.

2. Entenda e defina o seu orçamento

Telas gigantes e com tecnologias avançadas custam caro e, por isso, é fundamental definir quanto você pode gastar para adquirir uma nova TV. No mercado brasileiro, há boas opções em diferentes faixas de preço, mas cada patamar entrega qualidade de imagem, tamanho de tela e recursos extras igualmente distintos. No momento da apuração desta matéria, a maioria dos modelos disponíveis se encontra entre R$ 1.000 a R$ 4.000.

Na faixa de R$ 1.000 a R$ 1.500, estão TVs menores, entre 32 e 43 polegadas, com resolução HD ou Full HD, indicadas para quem busca custo-benefício ou uso em ambientes menores. Entre R$ 1.500 e R$ 2.500, já aparecem modelos 4K de 50 a 55 polegadas, com melhor desempenho, suporte a HDR e recursos extras de imagem e som.

Smart Tv Samsung 55 Crystal Uhd 4k 55du8000 2024

Amazon

Acima dos R$ 3.000, recursos e especificidades premium já são encontrados, com TVs grandes, de 65 a 70 polegadas, além de melhor brilho e contraste, padrões como Dolby Vision e Dolby Atmos e funções voltadas para jogos, como baixa latência e taxa de atualização variável.

3. Saiba a diferença entre LED, QLED, OLED e Mini LED

Toda televisão tem uma tela, mas nem todas as telas são iguais. LED, QLED, OLED e Mini LED são os tipos de visores mais comuns no mercado atualmente e variam entre tecnologia, imagem e, claro, preço. As TVs LED são as mais comuns e acessíveis do mercado. Elas basicamente são modelos de cristal líquido (LCD) — tecnologia presente nos televisores desde o início dos anos 2000 —, mas iluminados por LEDs, o que garante menor consumo de energia e boa durabilidade. A tecnologia está presente em dispositivos com foco em custo-benefício e, portanto, podem apresentar contraste mais limitado.

Já as TVs QLED são uma evolução das LED tradicionais. Elas utilizam uma camada de pontos quânticos, ou seja, pequenas partículas capazes de emitir cores mais precisas quando recebem luz. Na prática, isso melhora o brilho e deixa as cores mais vivas, sem aumentar significativamente o consumo de energia. Já os modelos Mini LED aprimoram ainda mais essa tecnologia ao utilizar LEDs de iluminação traseira menores e em maior quantidade, permitindo um controle mais preciso da luz e, consequentemente, melhor qualidade de imagem.

TVs OLED estão entre as mais caras do mercado, mas qualidade impressiona

Divulgação/TechRadar

As TVs OLED, por fim, contam com tecnologia distinta. Diferentemente dos modelos anteriores, que precisam de uma fonte de iluminação traseira, na tela OLED, cada pixel emite sua própria iluminação. Isso permite modelos mais finos, alto contraste de cor e excelente tempo de resposta. No entanto, precisam de certo cuidado contra burn-in — apesar de dispositivos OLED recentes serem mais resistentes que antigos —, além de serem mais caras.

4. Pense nas suas necessidades

Nem sempre a TV OLED mais cara será a melhor escolha para a função que você pretende dar ao aparelho. Por isso, refletir sobre o uso real do televisor antes da compra, inclusive, pode ajudar a economizar. Se o objetivo, por exemplo, for instalar uma TV em área externa para assistir a jogos de futebol com os amigos, pode valer mais a pena abrir mão da tecnologia OLED e investir em um modelo QLED, priorizando outras características mais úteis nesse caso.

Para esse contexto, seria interessante, por exemplo, buscar televisores capazes de atingir níveis mais altos de brilho, medidos em nits — unidade que indica o quão clara a imagem consegue ficar —, facilitando a visualização mesmo em dias ensolarados. Se o modelo ainda contar com tratamento antirreflexo e tela maior, melhor ainda.

Em ambientes iluminados, é essencial olhar a taxa de nits do televisor

Divulgação/TCL

Já para usos mais simples, como uma TV na cozinha, ligada apenas ocasionalmente para acompanhar tutoriais de receitas, modelos LED mais básicos serão suficientes. Por outro lado, essa mesma TV da cozinha não será a mais indicada para jogos, já que provavelmente não oferecerá taxas de atualização mais altas nem recursos específicos voltados ao público gamer. Por isso, refletir sobre a função do televisor é essencial.

5. Escolha uma boa resolução

A imagem exibida na TV é o resultado de uma combinação de inúmeros “pontinhos” chamados pixels, que se juntam para formar as séries, filmes e desenhos a que você assiste. Quanto mais pixels uma televisão tem, mais detalhes ela consegue mostrar, o que resulta em imagens mais realistas e definidas. Pronto: você entendeu o conceito de resolução. Atualmente, a resolução mais recomendada para quem vai comprar uma TV nova é 4K, também chamada de UHD.

Esse padrão é essencial para aproveitar recursos novos de streaming, que já contam com conteúdo em 4K, e para tirar o máximo potencial de consoles de nova geração, como o PS5. Logo, comprar TVs com resoluções mais baixas, como HD (720p) ou Full HD (1080p), só faz sentido em contextos muito específicos, como telas pequenas ou pouco utilizadas — como a TV da cozinha citada no tópico anterior. Caso dinheiro não seja um problema e você queira antecipar tendências da indústria audiovisual, pode comprar uma TV 8K. Apesar da imagem notavelmente melhor, é preciso entender que, atualmente, há pouquíssimos conteúdos nativos desse formato.

TVs 8K já estão no mercado há alguns anos, mas a indústria audiovisual ainda não se adaptou à tecnologia

Rubens Achilles/TechTudo

6. Fique de olho no consumo de energia

Sim, as televisões estão entre os vilões da conta de luz. Por isso, ao comprar um modelo novo, é importante ter em mente que o aparelho tende a representar alguns reais a mais na tarifa mensal. Em geral, uma smart TV de porte médio tende a consumir cerca de 0,1 kWh por hora. Caso fique ligada por cinco horas por dia, e considerando o preço médio da energia em torno de R$ 0,80 por kWh, isso representa um consumo de aproximadamente 15 kWh por mês, equivalente a cerca de R$ 12 na conta de luz. Isoladamente, o impacto pode até parecer pequeno, mas ele se torna mais relevante quando há mais de uma TV na casa ou quando somado a outros eletrodomésticos de alto consumo, como ar-condicionado e geladeiras.

Modelo Hisense Smart TV UHD 4K QLED 50" 50Q6N

Reprodução/Amazon

7. Veja se o modelo oferece recursos interessantes

Antes de comprar uma TV nova, é válido procurar recursos que possam melhorar a experiência de uso. Recentemente, modelos com inteligência artificial (IA) foram incorporados ao mercado, utilizando a tecnologia para otimizar imagem, som e consumo de energia, de acordo com o conteúdo exibido e com o ambiente. Além disso, caso você tenha uma casa conectada, também é recomendado procurar um modelo com integração com Alexa ou Google Assistente, conforme o assistente virtual que você já utiliza.

Com esses recursos, é possível controlar a TV por comandos de voz, trocar de canais, ajustar o volume, abrir aplicativos de streaming e até interagir com outros dispositivos inteligentes da casa, como lâmpadas, tomadas e ar-condicionado. Outros recursos, como upscaling de imagem, tela com tratamento antirreflexo, sensores de brilho e até modos específicos para jogos ou esportes também podem fazer diferença na experiência de uso.

Samsung é uma das fabricantes que trouxeram recursos de IA para os televisores

Divulgação

Com informações de CNET

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