É comum reconhecer a indisponibilidade emocional no outro: alguém que evita conversas profundas, recua quando o vínculo se fortalece ou demonstra interesse até o momento em que a relação começa a ficar séria. Mais difícil é perceber os mesmos movimentos em si. Veja: Deixar o café esfriar pode dizer mais sobre sua rotina do que você imagina Confira: Marca lança calça jeans com verso em plástico transparente por R$ 8,5 mil Querer estar com alguém, afinal, não significa necessariamente conseguir lidar com a proximidade. Em alguns casos, a vontade existe, mas situações que envolvem vulnerabilidade, dependência ou conflito despertam desconforto. O interesse desaparece quando há reciprocidade Enquanto o outro parece distante, existe expectativa e desejo. Quando demonstra interesse, responde às mensagens e deixa claras as intenções, porém, a empolgação diminui. O ponto não é se obrigar a gostar de alguém. A questão está na repetição: se a atração costuma desaparecer justamente quando existe reciprocidade, pode haver um padrão por trás disso. Todo mundo tem um defeito Uma característica pequena pode ganhar importância desproporcional assim que a proximidade aumenta. O jeito de falar, uma atitude durante um encontro ou até uma mensagem podem se transformar em motivos para encerrar o contato. Quando sempre surge um novo problema no momento em que o vínculo avança, vale observar se a exigência não está funcionando como uma maneira de manter distância. Você escolhe quem não pode ficar Outro sinal possível é se envolver repetidamente com pessoas que não estão disponíveis para construir uma relação. Pode ser alguém que não quer compromisso, mantém outra relação ou demonstra pouco interesse em se aproximar. A distância cria desejo, mas também impede que a intimidade avance. Fazer tudo sozinho parece mais fácil Independência não é sinônimo de afastamento. O problema pode estar em nunca aceitar ajuda, esconder necessidades ou sentir incômodo quando alguém tenta cuidar de você. A chamada hiperindependência aparece quando depender minimamente de outra pessoa parece uma ameaça à autonomia. Manter a agenda cheia o tempo inteiro também pode funcionar como uma maneira de evitar espaço para vínculos mais profundos. Você conta tudo, menos o que sente É possível falar sobre infância, família, trabalho e relacionamentos anteriores sem revelar o que realmente acontece por dentro.V Conhecer os fatos da vida de alguém não significa conhecer suas inseguranças, medos ou necessidades. Em alguns casos, analisar o que aconteceu é mais confortável do que entrar em contato com a própria emoção. Quando o sentimento do outro incomoda Receber também faz parte da intimidade. Quem tem dificuldade nesse aspecto pode mudar de assunto diante de uma conversa delicada, tentar resolver tudo rapidamente ou simplesmente se fechar. Isso pode acontecer principalmente quando surgem tristeza, medo, cobrança ou necessidade de acolhimento. É falta de interesse ou um padrão? Não querer continuar com alguém não significa estar emocionalmente indisponível. A diferença está na repetição. Se o afastamento acontece sempre depois de uma demonstração de carinho, de uma conversa sobre o futuro, de uma discussão ou de maior intimidade, talvez seja interessante observar o que muda justamente nesse momento.
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Você está emocionalmente indisponível? Entenda o comportamento
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O Globo
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