Vitória de Lucas Pinheiro quebrou paradigma no esqui alpino, diz presidente da CBDN
Lucas Pinheiro Braathen conquistou, neste sábado (14), a medalha de ouro na prova do slalom gigante do esqui alpino, em Bormio, na Itália. É a primeira medalha olímpica da história do país e da América do Sul em Jogos Olímpicos de Inverno.
Ao CBN Esportes, o presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), Anders Pettersson, destacou a emoção vivida logo após a conquista.
'A emoção é muito grande. O Lucas chorou de alegria, ele contagiou todo o público. Foi uma coisa surreal, nenhum filme conseguiria criar um script tão fantástico do que aconteceu', afirmou.
Pettersson ressaltou ainda o peso da vitória em uma modalidade 'extremamente competitiva'.
'Largaram mais de 80 competidores. É um esporte extremamente competitivo, a Europa inteira pratica o esqui alpino. O feito dele é realmente fantástico, não tem como descrever o paradigma que ele quebrou com a vitória'.
Lucas Pinheiro Braathen durante a prova do slalom gigante
Rafael Bello/COB
Nascido na Noruega, Lucas Pinheiro Braathen escolheu defender o Brasil. A medalha também repercutiu entre os demais atletas da delegação. Para Pettersson, Braathen se tornou uma referência.
'Ele é uma inspiração para toda a equipe brasileira. Ele está criando uma inspiração para mais e mais atletas, não só do esqui alpino. Ele é uma fonte de inspiração para todo o movimento de inverno brasileiro'.
Lucas Pinheiro volta à pista nesta segunda-feira (16), na prova do slalom. Pettersson reconhece a possibilidade de nova medalha, mas adota cautela.
'Chance de medalha existe, claro. Tradicionalmente, o Lucas tem sido mais forte no slalom, sim, isso é verdade. Então, a vitória de ontem foi muito surpresa. É um esporte muito imprevisível, que tudo pode acontecer'.
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Lucas venceu com o melhor tempo na soma das duas descidas
Na primeira descida na pista de Stelvio Ski Centre, Lucas liderou com folga a fase classificatória e confirmou o título na final. Ele venceu com o melhor tempo na soma das duas descidas.
O Brasil esperou 102 anos e 26 edições para colocar as mãos na tão sonhada medalha nas Olimpíadas de Inverno. O ouro de Lucas coloca o país na seleta lista de países do hemisfério sul campeões: apenas a Austrália tinha conquistado o feito.
