Vítimas de Jeffrey Epstein exibem anúncio durante intervalo do Super Bowl e cobram liberação total de arquivos; vídeos

 

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Vítimas do financista Jeffrey Epstein surpreenderam o público do Super Bowl neste domingo ao exibirem um anúncio impactante exigindo a divulgação integral de milhões de arquivos ainda não tornados públicos pelas autoridades dos Estados Unidos.

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No vídeo, veiculado pouco antes da transmissão do jogo, oito mulheres aparecem segurando fotografias de quando eram mais jovens — período em que afirmam ter sido abusadas por Epstein. Em mensagem conjunta, dizem: “Depois de anos sendo mantidas separadas, estamos juntas. Porque todas nós merecemos a verdade”.

Assista ao comercial:

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O comercial termina com um apelo direto para que o público pressione a procuradora-geral Pam Bondi a autorizar a divulgação do material remanescente. A peça foi ao ar pouco antes de milhões de espectadores acompanharem a final entre New England Patriots e Seattle Seahawks, disputada no Levi's Stadium, na Califórnia.

A reação foi imediata nas redes sociais, com comentários de surpresa e apoio às sobreviventes. Usuários destacaram a coragem do grupo e reforçaram o pedido para que os chamados “arquivos Epstein” sejam liberados sem restrições.

O protesto ocorre após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar um novo e amplo lote de documentos relacionados ao caso. Segundo o vice-procurador-geral Todd Blanche, já foram tornadas públicas mais de 3,5 milhões de páginas, além de cerca de 2.000 vídeos e 180 mil imagens reunidas ao longo de mais de uma década de investigação.

Apesar disso, a decisão de manter sob sigilo aproximadamente seis milhões de arquivos alimentou acusações de acobertamento. O Departamento de Justiça sustenta que a liberação integral não é possível por razões legais, como a proteção da identidade das vítimas, a presença de material ilegal e o risco de interferência em investigações ainda em andamento.

A divulgação total dos registros estava prevista para dezembro de 2025, após a sanção da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, que determinava a liberação em até 30 dias. O prazo expirou sem o cumprimento integral da medida. Diante da pressão, o Congresso poderá analisar versões não editadas dos documentos em terminais do próprio Departamento de Justiça, sem autorização para cópias.

Epstein morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. O anúncio exibido no Super Bowl reacendeu o debate público sobre o caso e colocou novamente no centro das atenções a demanda por transparência e responsabilização.