Vítima de acidente no Rio Grande do Sul fez vídeo de dentro de avião pouco antes da queda; veja
Pouco antes do acidente aéreo, que deixou quatro mortos em Capão da Canoa (RS), uma das vítimas, Renan Saes, publicou um vídeo, em suas redes sociais, com imagens da vista da janela de um avião. Não há confirmação se trata-se da mesma aeronave, mas a mídia foi publicada momentos antes da queda, que ocorreu às 10h38 desta sexta.
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O vídeo mostra uma serra com moinhos de energia eólica no topo, e também flagra o painel de piloto da aeronave. Na publicação, Saes marcou a página da Peluzzi Aviation, sua empresa de venda e aluguel de aviões.
Imagens antes do acidente
O Corpo de Bombeiros confirmou a morte de quatro pessoas após o acidente: Além de Renan Saes, morreram os dois passageiros, casal de empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, e o piloto Nelio Pessanha.
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Como foi o acidente
O acidente aconteceu logo após a decolagem do aeroporto municipal da cidade. O avião caiu a apenas cerca de uma quadra de distância, na Avenida Valdomiro Cândido dos Reis, em um restaurante. O acidente mobilizou todas as forças de segurança do Rio Grande do Sul, e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea, vai investigar as causas.
De acordo com comunicado do Corpo de Bombeiros, "Conforme informações preliminares, a aeronave estaria voando em baixa altitude, momento em que passou a perder altura e veio a cair". O órgão também explicou que o avião veio de São Paulo, parou em Criciúma (SC) para abastecer, e chegou em Capão da Canoa para buscar o casal, antes de retornar a São Paulo.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul afirmou que, segundo os documentos do plano de voo, o avião seguiria para o aeroporto de Itápolis (SP), o mais próximo de Ibitinga, cidade onde ocorre a Feira de Ibitinga, que seria o destino de Luis e Deborah Ortelani. Segundo informações de jornais locais, eles seriam sócios da feira, um dos principais eventos do setor têxtil do país.
Local do acidente
Divulgação / Defesa Civil RS
Falha no motor é hipótese, diz especialista
Henri Bigatti, engenheiro e ex-gerente da ANAC de Aeronavegabilidade Continuada, explicou que acidentes que acontecem logo após a decolagem têm tendência estatística de serem causados por problemas no motor do avião, e que isso deve ser o foco inicial da investigação. O avião, um monomotor, saiu do Aeródromo de Capão da Canoa, onde a pista é pequena, diz o especialista, mas que isso não deveria ser um problema.
- Na decolagem o avião usa muito o motor e qualquer falha pode ser crítica. Era uma aeronave que, nas condições normais, decola nessa pista sem problema algum, por isso é preciso investigar bem o que falhou - afirmou Bigatti, que acrescenta a hipótese de colisões com aves. - Na região litorânea, esse risco sempre existe. Se ocorreu, o piloto teria dificuldade em reagir.
Local do acidente em Capão da Canoa
Divulgação / Defesa Civil RS
De acordo com informações iniciais, o acidente envolveu uma aeronave monomotor, modelo Piper JetPROP DLX, de prefixo PS-RBK. Um avião "moderno", segundo Bigatti.
Um vídeo de câmera de segurança registrou o momento da queda. Veja abaixo:
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As imagens captadas por câmeras de segurança mostram o momento que o avião colide com uma casa, uma loja e um restaurante, que estava fechado, em uma área residencial de Capão da Canoa. Outros vídeos feitos por moradores mostram fumaça e fogo após a queda da aeronave. Os moradores vizinhos foram retirados por conta do risco de explosões e, até o momento, não foram registrados feridos em relação, informou a Defesa Civil.
O fornecimento de energia foi suspenso pela concessionária por conta da presença de postes quebrados e fios caídos no entorno do local do acidente.
O dono do restaurante atingido afirmou, em entrevista à TV Globo, que o estabelecimento deveria estar funcionando no momento do acidente, mas que ele decidiu há apenas dois dias que fecharia na Semana Santa para obras.
- Estamos em choque - afirmou Douglas Roos. - Livramento, agradecimento a Deus, porque a minha família e os meus colaboradores não estavam ali dentro no momento, onde poderiam estar, e agora é trabalhar para reconstruir de novo.
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Quem eram as vítimas
Segundo informações de jornais do Rio Grande do Sul, o casal Ortolani era sócio da Feira do Bordado de Ibitinga, em São Paulo, destino da viagem desta sexta. O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul explicou que o avião saiu de São Paulo, parou em Criciúma (SC) para abastecer, e buscou o casal em Capão da Canoa. Em seguida, o voo seguiria para Itápolis, mas o acidente foi logo após a decolagem.
De acordo com a Defesa Civil de RS, as informações preliminares dos documentos do plano de voo e dos familiares presentes no local dão conta de que o casal dividia residência entre Xangri-Lá (RS) e Ribeirão Preto (SP).
A Feira do Bordado de Ibitinga é um dos principais eventos do setor têxtil do país, realizada anualmente na cidade paulista conhecida como a “capital nacional do bordado”. O evento é organizado com participação da prefeitura e de entidades do comércio local. De acordo com o jornal NSC Total, os Ortolani eram sócios e administradores da feira, que também tem edições em Porto Alegre. Os dois seguiam a página da feira da capital gaúcha nas redes sociais.
Já Renan Saes era sócio da Peluzzi Aviation, que trabalha com compra e venda de aeronaves, além de consultoria no setor. O avião do acidente seria da empresa. Saes fez uma publicação (stories) na sua página do Instagram, pouco antes da hora do acidente - 10h40 - que mostra a vista de um voo, provavelmente o do acidente.
O avião estava sendo pilotado por Nelio Pestana, a quarta vítima da tragédia. Atuaram na ocorrência equipes do Corpo de Bombeiros, da Brigada Militar, da prefeitura e da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que prestaram atendimento e suporte no local.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea dedicado a investigar desastres aéreos, informou que vai apurar as causas do acidente.
