Visita inesperada: macaco-prego passeia pelo Bairro Peixoto, em Copacabana, e preocupa moradores; vídeo

Visita inesperada: macaco-prego passeia pelo Bairro Peixoto, em Copacabana, e preocupa moradores; vídeo

 

Fonte: Bandeira



Um macaco-prego que apareceu de surpresa, há poucos dias, no Bairro Peixoto, em Copacabana, e desde então circula por lá, vem preocupando moradores. Eles dizem temer por sua segurança e também pelo bem-estar do animal, que tem sido visto entre as árvores da pracinha local e próximo a janelas de apartamentos. Especialistas afirmam, no entanto, que não há motivos para preocupação, já que ele não apresenta ferimentos nem comportamento agressivo, e recomendam apenas que as pessoas mantenham distância.

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Segundo a bióloga Viviane Köppe Jensen, presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Peixoto, relatos sobre o macaco-prego começaram a surgir nos últimos dias. Apesar de moradores relatarem aproximação de janelas e áreas externas, não há, porém, confirmação de invasão de apartamentos.

— Como bióloga, entendo que a presença recorrente de macacos-prego em área urbana pode indicar algum desequilíbrio ambiental ou alteração comportamental. Isso pode estar relacionado tanto à oferta inadequada de alimento por humanos quanto à busca por recursos alimentares fora do habitat natural — diz Viviane. — O Bairro Peixoto está inserido em uma área de proteção ambiental, próxima à Mata Atlântica, e é importante que a situação seja observada com responsabilidade, priorizando a preservação da fauna silvestre e evitando qualquer interação inadequada com os animais.

Macaco-prego na pracinha do Bairro Peixoto, em Copacabana

Foto do leitor

Vídeos gravados por moradores mostram o macaco caminhando entre galhos e observando janelas de residências. As imagens rapidamente se espalharam e o transformaram macaco em assunto no local. Alguns temem que o animal entre nos apartamentos para furtar comida, a exemplo do que ocorre vez por outra em bairros do Rio como o arborizado Jardim Botânico.

Viviane conta que os moradores estão sendo orientados a registrar ocorrências pelo 1746, da prefeitura, e que já houve pedidos à Polícia Ambiental para acompanhar a situação.

Moradores registram aparições de macaquinho no bairro Peixoto

A moradora Fernanda Abreu foi uma das que abriram chamado na prefeitura. Ela acredita, inclusive, que o macaco-prego possa não estar sozinho, mas em grupo, e também contatou diretamente a Patrulha Ambiental.

O biólogo Bruno Meurer confirma as informações. Segundo ele, a presença do macaco em áreas urbanas pode mesmo estar relacionada à busca por alimento, como desconfiam moradores do Bairro Peixoto. E explica que, para evitar problemas, o melhor é evitar interação.

— Segundo informações repassadas pela bióloga Alana, da equipe ambiental, neste momento a orientação é não alimentar, não tentar capturar e apenas monitorar a situação, já que os animais não apresentam ferimentos nem comportamento agressivo — conta Fernanda. — Ela disse ainda que, caso algum macaco entre em uma residência, a recomendação é isolar o ambiente, fechando portas e janelas até a chegada da Patrulha Ambiental. E que os bombeiros só devem ser acionados quando há animal ferido, preso ou em situação de risco imediato.

— Os moradores não devem alimentar o animal, nem tentar se aproximar dele. Macacos são animais selvagens, e podem atacar caso se sintam ameaçados — diz o especialista.

Procurada, a prefeitura não respondeu até o momento.

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