Virginia Fonseca volta a falar sobre alopecia e reacende atenção para tipos de queda de cabelo

 

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Virgínia Fonseca voltou a comentar com os seguidores, nas redes sociais, que foi novamente diagnosticada com alopecia areata. Nos stories, a influenciadora contou que já iniciou o tratamento e relembrou episódios anteriores da condição, associando o problema a períodos de maior estresse. "Apareceu uma alopécia em mim gente, de novo. Na época da base da WePink me surgiram três, tratei e ficou tudo certo! Agora com essa vou tratar e vai dar certo também, se Deus quiser", disse a empresária.

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A fala remete a uma situação vivida em 2023, quando o lançamento de uma base da marca de cosméticos de Virgínia, a WePink, gerou repercussão negativa nas redes sociais e acabou se tornando alvo de críticas e memes. À época, a influenciadora chegou a relacionar o período a um quadro de queda de cabelo.

Em outro relato feito no ano passado, Virgínia descreveu o impacto que enfrentou naquele momento. "Passei muito mal com essa base, me deu alopecia, buraco na cabeça, caiu o cabelo. E eu plena em Miami, fingindo que estava tudo bem, tudo maravilhoso, ninguém via por trás. Esse cabelinho mais curtinho aqui atrás é o cabelo da alopecia", contou ela na ocasião.

Virgínia Fonseca comenta novo quadro de alopecia e relembra episódios anteriores

Reprodução Instagram

A alopecia areata é uma condição autoimune que provoca falhas no couro cabeludo e pode surgir de forma localizada ou mais extensa. Além das alterações físicas, especialistas apontam que o impacto emocional também faz parte do quadro e deve ser considerado no acompanhamento.

A médica especialista em estética Fernanda Nichelle explica que a doença vai além da questão capilar. "A alopecia areata é uma doença autoimune em que o próprio organismo passa a atacar os folículos capilares. Isso pode levar à queda em áreas específicas ou até de forma mais extensa, dependendo do caso. Não é apenas uma questão de cabelo, existe um impacto psicológico significativo que precisa ser acolhido", afirma.

Ela destaca ainda que existem diferentes tipos de alopecia feminina, com causas variadas. "A primeira é a alopecia androgenética, que é a forma mais comum de queda de cabelo e está associada a fatores genéticos e hormonais. Afeta homens e mulheres, mas nelas é conhecida como calvície feminina", diz.

Outra forma recorrente é a alopecia de tração, associada ao uso frequente de penteados muito apertados. "Ela geralmente está relacionada à tensão repetitiva causada por penteados muito apertados. Esse quadro pode levar ao aumento da testa e ao comprometimento da linha capilar", detalha.

Já a alopecia areata tem características próprias: "Ela é caracterizada por falhas circulares no couro cabeludo, resultado de uma resposta autoimune em que o sistema imunológico ataca os folículos capilares."

Também há o eflúvio telógeno, comum em fases de mudança no organismo. "Esse tipo ocorre quando há uma queda significativa dos fios após alterações hormonais, como no pós-parto, durante a amamentação, em dietas muito restritivas ou em períodos de estresse. Existe também a forma crônica, em que o organismo mantém esse padrão de queda contínua", esclarece.

Apesar das diferenças entre os quadros, há tratamentos que ajudam no controle da condição. "Hoje contamos com terapias que ajudam a estimular o crescimento dos fios e estabilizar o quadro. O mais importante é buscar avaliação precoce e seguir um plano individualizado", orienta Fernanda.

Caso Virgínia Fonseca: influenciadora relata retorno de alopecia e cuidados médicos

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O acompanhamento da alopecia exige atenção constante, como reforça o médico cirurgião e especialista em transplante capilar Thiago Bianco Leal.

"A alopecia areata é uma condição que pode apresentar ciclos de melhora e recidiva. O diagnóstico precoce é fundamental para controlar a progressão e aumentar as chances de recuperação dos fios", pontua.

O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode envolver diferentes abordagens médicas. "O mais importante é que o paciente não negligencie os primeiros sinais. Ao perceber falhas ou queda incomum, deve procurar um tricologista ou dermatologista. Quanto antes iniciarmos o tratamento, maiores são as chances de controle da condição", completa o tricologista Hudson Dutra Rezende.