Virginia Fonseca já revelou hábito com o celular que merece atenção; saiba por quê

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O celular está entre os primeiros objetos que muitas pessoas pegam ao acordar e costuma acompanhá-las ao longo de todo o dia. Mensagens, redes sociais, compromissos e tarefas profissionais fazem do aparelho uma presença constante na rotina.

A influenciadora Virginia Fonseca já comentou sobre o hábito de começar o dia com o telefone nas mãos, um comportamento que se tornou comum, sobretudo entre quem trabalha diretamente com plataformas digitais. Veja: O que explica a repercussão em torno do bumbum de Virginia Fonseca?

Virginia Fonseca: é possível conquistar um abdômen definido só com treino e alimentação? O uso prolongado, porém, pode trazer consequências para as mãos e os punhos.

Digitar por muito tempo, movimentar repetidamente os polegares e manter o aparelho na mesma posição durante horas são hábitos que podem sobrecarregar músculos e tendões. O desconforto não atinge apenas influenciadores: profissionais que trabalham em home office, gamers e pessoas que passam boa parte do dia conectadas também estão sujeitos a esse tipo de problema.

Segundo o ortopedista André Pires, especialista em Cirurgia da Mão e do Punho, a combinação de movimentos repetitivos, posturas inadequadas e falta de pausas merece atenção. Os primeiros sinais, como dor ou formigamento, podem ser confundidos com um incômodo passageiro e acabar ignorados.

"Muitas pessoas ignoram os primeiros sinais, achando que o formigamento noturno ou um incômodo leve no polegar vai passar sozinho. No entanto, a repetição contínua dos movimentos inflama os tendões e comprime os nervos.

Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de um tratamento bem-sucedido sem a necessidade de intervenções cirúrgicas", alerta o médico. Entre os quadros que podem afetar a região está a tenossinovite de De Quervain, uma inflamação dos tendões próximos à base do polegar.

A condição pode causar dor ao digitar, segurar o celular, abrir potes ou realizar tarefas cotidianas. Já a síndrome do túnel do carpo ocorre quando o nervo mediano é comprimido na região do punho, provocando sintomas como dormência, formigamento e perda de força.

Embora o uso frequente do aparelho possa agravar desconfortos, a síndrome tem diferentes fatores de risco e não é causada exclusivamente pelas telas. Os sinais também podem aparecer fora dos momentos em que a pessoa está usando o telefone.

Há quem sinta incômodo durante a noite ou ao acordar; em outros casos, surgem sensações de choque nos dedos, dor persistente na base do polegar ou dificuldade para segurar objetos. 5 cuidados para evitar dores nas mãos

Algumas mudanças na rotina podem ajudar a diminuir a sobrecarga provocada pelo uso frequente do celular. O ortopedista recomenda atenção à maneira de segurar o aparelho, à duração das atividades e aos sinais apresentados pelo corpo.

1. Faça pausas ao longo do dia

Passar muito tempo respondendo a mensagens ou navegando nas redes sociais sem interrupção mantém as mãos em movimento por períodos prolongados. Intercalar o uso do aparelho com pequenas pausas permite descansar a musculatura e os tendões.

Para quem trabalha pelo celular, também vale alternar tarefas que exijam digitação com outras atividades. 2.

Evite usar apenas os polegares para digitar A movimentação repetida dos polegares durante longas sessões de digitação pode contribuir para o desconforto.

Uma alternativa é apoiar o aparelho com uma das mãos e escrever com o indicador da outra. Mensagens de voz e recursos de ditado também ajudam a reduzir a repetição desses movimentos.

3. Observe a posição dos punhos

Manter os punhos muito dobrados durante o uso prolongado pode aumentar o desconforto. Sempre que possível, procure segurar o telefone em uma posição confortável, sem forçar as articulações ou permanecer muito tempo na mesma postura.

Para quem também trabalha diante do computador, a disposição do teclado, do mouse e da cadeira merece atenção. 4.

Não ignore formigamentos e perda de força Dormência nos dedos, sensação de choque, dor na base do polegar e dificuldade para segurar objetos são sinais que merecem atenção.

Se os sintomas persistirem, voltarem com frequência ou atrapalharem as atividades do dia a dia, é importante procurar avaliação médica para investigar a origem do problema. 5.

Varie as atividades e evite longos períodos de uso A forma como o celular é incorporado à rotina também faz diferença.

Reduzir o tempo de digitação contínua, mudar a posição das mãos e distribuir as tarefas ao longo do dia são medidas que podem ajudar a diminuir a sobrecarga. Alongamentos suaves podem contribuir para o conforto, desde que não provoquem dor e não substituam a avaliação profissional quando necessária.

Quando a cirurgia pode ser necessária? O tratamento depende da causa e da intensidade dos sintomas.

Em muitos casos, começa com medidas como mudanças nas atividades, uso de órteses, reabilitação e medicamentos ou infiltrações, quando indicados. Se o quadro persiste ou há comprometimento importante de nervos e tendões, a cirurgia pode ser considerada.

Com formação complementar na Espanha, na Suíça e na Finlândia, André também chama atenção para técnicas minimamente invasivas utilizadas em alguns procedimentos da mão e do punho, como intervenções por pequenas incisões e artroscopia. "Essas técnicas reduzem o trauma nos tecidos, provocam menos dor no pós-operatório e permitem que o paciente retorne às suas atividades cotidianas e profissionais em um tempo significativamente menor", pontua o especialista.

O objetivo, ressalta o médico, não é deixar de usar o celular, mas incorporar cuidados à rotina e reconhecer os sinais de que as mãos estão sendo sobrecarregadas. Em um cotidiano marcado pela presença constante do aparelho, pequenas mudanças nos hábitos podem ajudar a evitar que o desconforto passe a interferir nas atividades diárias.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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