A virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a primeira desde a redemocratização, ocorreu em um contexto no qual o segundo turno teve quase 3 milhões a mais de votantes do que o primeiro. O cenário foi de menor abstenção em 16 anos.
O presidente reeleito aumentou em mais de 10 milhões o seu número de votos neste segundo turno em relação ao primeiro, passando de 53.879.538 eleitores para 64.170.618. O crescimento foi três vezes maior que o do seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que teve um incremento de apenas 3,6 milhões de eleitores.
No primeiro turno, ele recebeu 56.104.503 votos e agora foram 59.790.152. Queda da abstenção
A mobilização para reduzir a abstenção de votos, vista principalmente no campo da esquerda, deu resultado. O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 registrou o menor número desde o primeiro turno da disputa de 2010.
Com 99,86% das urnas apuradas, o TSE apontava que pouco mais de 30 milhões de brasileiros deixaram de votar no segundo turno, o equivalente a 19,21% do eleitorado. No primeiro turno de 2010 a abstenção havia alcançado o patamar de 18,12%.
Desde o segundo turno de 2014 que o processo eleitoral não registrava abstenção abaixo dos 20% do eleitorado. No primeiro turno deste ano, a abstenção havia atingido o maior percentual para essa etapa eleitoral desde 1998.
Mais de 33 milhões de brasileiros não foram votar, em um cenário que alimentou discussões sobre o impacto da ausência dos eleitores no resultado da disputa. A queda do índice no segundo turno representava, assim, um sinal de maior mobilização do eleitorado na etapa decisiva da eleição.
O Globo