Vilã em ‘Três Graças’, Daphne Bozaski explica raiva do público por Lucélia: ‘Encontramos muitas como ela na vida’

 

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Daphne Bozaski ainda vai causar muito como a vilã Lucélia em “Três Graças”. No capítulo 100, que vai ao ar nesta quinta-feira (12), a jovem ardilosa convence Bagdá (Xamã) a roubar os tios dela. E não vai parar por aí. Na próxima semana, o chefe do tráfico ordena que seu bando sequestre Kasper (Miguel Falabella) e João Rubens (Samuel de Assis). Encurralados, os dois são obrigados pelos criminosos a realizar transferências bancárias.

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Daphne Bozaski é a vilã Lucélia em ‘Três Graças’

Carmen Campos/Divulgação

Ao avaliar de onde vem a motivação para cometer tantas maldades, Daphne diz, em entrevista exclusiva à coluna: “Acho que é pelo poder. E isso mistura muitos sentimentos, como carência, falta emocional e uma pitada narcisista. Encontramos muitas Lucélias em nossas vidas, por isso ela dá tanta raiva. Existe muita maldade gratuita e, às vezes, me questiono se ficamos com tanta raiva porque há algo ali que nos reflete”.

Daphne Bozaski é a vilã Lucélia em ‘Três Graças’

Carmen Campos/Divulgação

A atriz admite que vibrou com a perigosa relação de Lucélia e Bagdá na trama: “Ele precisava de um amor, e ela precisa de um parceiro poderoso. Acho que pode ser uma parceria boa para ambos e, quem sabe, não vira um amor bandido”, diverte-se.

Bagdá (Xamã) e Lucélia (Daphne Bozaski) em 'Três Graças

Estevam Avellar/Rede Globo

Conhecida por personagens doces como a Benê de “Malhação: viva a diferença” (2017) e da série “As five” (2020/24), além da Lupita de “Família é tudo” (2024), a atriz celebra o atual momento. “Minha carreira até agora tinha sido marcada por mocinhas, e sou muito orgulhosa por cada uma delas, mas estava ansiosa para viver o lado da vilania. Chegar na cena e trabalhar a ambiguidade do que a Lucélia é e do que ela quer mostrar. Tem sido prazeroso”, afirma ela.

Lupita (Daphne Bozaski) e Guto (Daniel Rangel) em 'Família é tudo'

Beatriz Damy/Rede Globo

Desta vez, a atriz afirma que precisou explorar novos recursos para construir o papel. “É interessante poder explorar outros sentimentos dentro de mim e deixar eles aflorarem sem julgamento. Ao estudar a personagem, deixo o meu filtro ético e moral de lado, para embarcar na cabecinha da Lucélia”, diz.

Comendador (Rodrigo Lombardi) compra a gravura do palhaço com cartão de crédito; Kasper (Miguel Falabella) e João Rubens (Samuel de Assis) comemoram a venda, ao lado de Lucélia (Daphne Bozaski), em "Três Graças"

Estevam Avellar/Rede Globo/Divulgação

Por já ter interpretado pessoas queridas pelo público, Daphne acredita que o público separa ficção e realidade ao encontrá-la. “Mas uma cliente da Casa do Araujo, restaurante que tenho com meu marido (em São Paulo), me disse que não aguentava olhar para minha cara nos stories (no Instagram). Ela lembrava da Lucélia e ficava com raiva”, conta a atriz, aos risos. Ela completa: “Então eu criei uma brincadeira de postar fotos e stories com um filtro de banana, onde só aparecem meus olhos e minha boca. Acho que essa maneira leve e divertida ajuda a desassociar a cara da atriz da cara da personagem”.

Daphne Bozaski é casada há sete com o chef de cozinha Gustavo Araújo

Beatriz Damy

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