São Paulo – Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram membros da Guarda Civil Municipal (GCM) de São José dos Campos, no interior de São Paulo, disparando balas de borracha e atirando bombas de gás lacrimogêneo em pessoas que comemoravam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Avenida Nove de Julho.
Assista: Em relato ao Metrópoles, o influenciador João Souza, que estava presente no ato, afirmou que “a comemoração não foi convocada por partidos políticos de esquerda, foi feita de forma espontânea e sem organização partidária”, e que havia crianças e idosos na manifestação.
“A GCM chegou na avenida 9 de Julho com uma truculência sem tamanho, jogando bombas e disparando tiros de arma de borracha em um espaço que estava repleto de crianças. Ali era uma comemoração com todas as idades, adultos, idosos e crianças.
Bombas explodiram a 30 centímetros de pessoas que até agora sentem dores por conta dos estilhaços, uma truculência sem tamanho e injustificável”, relatou João. Em nota ao Metrópoles, a Prefeitura de São José dos Campos afirmou que a GCM foi acionada para “dispersar a aglomeração e liberar o trânsito do local” e que a avenida “não é o espaço adequado para manifestações”.
“A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada para realizar a dispersão de uma aglomeração de pessoas na Avenida Nove de Julho, a fim de liberar o trânsito nas ruas e restabelecer a ordem e o sossego público nas imediações, que contam com um hospital e tráfego de ambulâncias. A Administração Municipal esclarece que a Avenida Nove de Julho não é o espaço adequado para manifestações por ser uma área onde existe um hospital, por isso o sossego público deve ser respeitado.
Informamos também que o público se dirigiu para a área da Rua Prudente Meirelles de Moraes com a Av. Nove de Julho, sem nenhum problema.”, dizia o texto.
João contesta a versão dada pela prefeitura, dizendo que o trânsito seguia normalmente e que não era possível ouvir o barulho do hospital. “Não havia fechamento de via, somente quando o semáforo estava fechado, quando abria, todos já estavam na calçada para liberar o trânsito.
Além disso, a outra justificativa é que estavam na frente de um hospital, o que é mentira, o hospital ficava a duas quadras do local e o barulho não dava pra ouvir de dentro de qualquer residência, como mostro aqui”, relatou João ao Metrópoles.
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