Vídeos mostram ataques a pedestres no Rio; idosa, turista e estudante foram vítimas nesta semana

 

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Imagens de câmeras de segurança flagraram momentos de terror vividos por pedestres em diferentes regiões do Rio. Pelo menos três episódios de agressão durante assaltos na cidade repercutiram nas redes sociais nesta semana. Os registros impressionam pela violência. Em um dos casos, envolvendo um turista argentino, o homem chegou a desmaiar após ser atacado por três suspeitos na orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Em outro registro, uma idosa é jogada no chão em frente a um prédio em Copacabana, na Zona Sul. Há ainda um vídeo em que uma estudante é cercada por assaltantes. Os dois últimos casos aconteceram no mesmo dia.

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Câmeras de segurança flagram a violência de criminosos durante assaltos em bairros do Rio

No estado, foram registrados 4.387 casos de roubo a pedestres apenas nos dois primeiros meses do ano. Mais da metade deles ocorreu na capital fluminense: 2.964 casos. Casos de roubo de aparelho celular somaram 3.713 em todo o estado, sendo 2.602 apenas na capital, considerando janeiro e fevereiro deste ano. Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Idosa jogada no chão

Era por volta de 13h quando uma idosa foi abordada durante um assalto na Rua Xavier da Silveira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, nesta quinta-feira. Ela estava em frente a um prédio quando um homem, com uma mochila, tentou pegar sua bolsa. A vítima recuou e tentou se defender. O suspeito jogou a mochila no chão e pareceu ameaçá-la.

Quando ele tentou puxar a bolsa novamente e a idosa resistiu, o homem deu outro puxão e acabou derrubando a vítima. Ela caiu com o rosto na calçada, e o criminoso conseguiu levar a bolsa. Durante a ação, um homem que passava pelo local ainda tentou defender a vítima e reagir com uma sacola, mas não conseguiu impedir o assalto. O episódio durou menos de um minuto.

Estudante assaltada

Na mesma quinta-feira, por volta das 16h30, uma estudante foi assaltada por um homem e dois menores na região do Maracanã, na Zona Norte do Rio. Nas imagens da câmera de segurança, é possível ver o momento em que um dos suspeitos aborda a jovem, que, ao tentar se defender, acaba caindo no chão. Em seguida, outra pessoa aparece e ajuda a pegar os pertences da vítima. O grupo levou o celular da jovem.

Estudante foi assaltada na Zona Norte do Rio

Reprodução

No momento da agressão, militares do Exército passavam pela rua e perseguiram os suspeitos. Dois menores foram apreendidos.

Uma equipe do Segurança Presente também atuou na ocorrência e conseguiu prender um terceiro envolvido. De acordo com o órgão, o suspeito tentou se esconder no Rio Maracanã, mas foi detido. Ele foi encaminhado, junto com os menores, para a 18ª DP (Praça da Bandeira). A vítima também foi levada à delegacia para registro da ocorrência.

Turista argentino agredido

No caso do turista argentino, ocorrido no último dia 23, chama atenção a violência do ataque. A vítima caminhava pela Avenida Lúcio Costa quando foi abordada. Nas imagens das câmeras de segurança, é possível ver o momento em que o homem tenta fugir, mas é empurrado por um suspeito de capacete e cai no chão. Em seguida, outro comparsa chega, e ambos passam a agredi-lo com chutes. Um deles chega a atingir o rosto da vítima.

Após alguns segundos, um terceiro homem, também de capacete, se junta ao grupo. Eles levam os pertences do turista e o deixam desacordado na rua.

Ao jornal La Nación, o homem contou que havia saído do hotel por volta das 2h para fumar um cigarro.

"Estava sozinho. Uma motocicleta apareceu. Quando percebi que a situação era suspeita, comecei a caminhar. Enquanto seguia em direção a um bar, vi duas pessoas descerem e, em seguida, uma terceira se juntou a elas. Tudo aconteceu muito rápido", relatou.

Ele afirmou que só entendeu completamente o ocorrido ao ver os vídeos, já que perdeu a consciência após ser atingido no rosto. Também disse que um dos assaltantes mostrou uma faca e exigiu o celular. Apesar da violência, ele não registrou ocorrência por estar em estado de choque.

"Quando acordei, fui à recepção do hotel, lavei o rosto, que estava coberto de sangue. Depois, fui para o quarto com minha namorada e desativamos o celular. Nada mais aconteceu", disse ao La Nación.