Vídeo: iranianos celebram em Teerã e nos EUA após morte de líder supremo do Irã; Trump e Netanyahu teriam visto foto de corpo
Testemunhas relatam que gritos de alegria ecoaram por partes de Teerã e que moradores foram às janelas para aplaudir e tocar músicas comemorativas após a notícia da morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. As comemorações começaram pouco depois das 23h (17h no Brasil), de acordo com diversas testemunhas e gravações de áudio. Pouco depois, o presidente americano, Donald Trump, confirmou a morte em sua rede social.
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Nos Estados Unidos, diversas pessoas também foram às ruas celebrar o ataque ao Irã e a morte de Khamenei. Em Atlanta, na Geórgia, cartazes com os dizeres “Khamenei está morto” foram levantados enquanto pessoas agitavam bandeiras iranianas anteriores à Revolução Islâmica de 1979 durante o ato em apoio à ação dos governos americanos e israelenses.
Na Copley Square, em Boston, Massachusetts, pessoas levaram um rato de brinquedo caracterizado como o líder supremo iraniano enquanto comemoravam a operação deste sábado.
— Este é apenas um dia que todo iraniano esperou e pelo qual rezou. É o começo do fim de um pesadelo infernal de 47 anos para o povo do Irã — disse ao The New York Times Sam Yebri, advogado de 44 anos que vive em Los Angeles e tinha cerca de um ano de idade quando sua família judia fugiu da perseguição em sua terra natal, o Irã.
Na Copley Square, em Boston, Massachusetts, pessoas levaram um rato de brinquedo caracterizado como o líder supremo iraniano enquanto comemoravam a operação deste sábado.
Lauren Owens Lambert / AFP
Por volta do meio-dia, manifestantes iraniano-americanos se reuniram em frente ao prédio federal em West Los Angeles, tocando música iraniana em alto volume e comemorando. À medida que o ato crescia, centenas de pessoas marcharam por Westwood, bairro tradicional da cidade. Carros buzinavam, e pessoas dançavam.
Mais de meio milhão de residentes dos EUA têm ao menos parte de ascendência iraniana, segundo dados do censo demográfico do país. Muitos deles pertenciam a minorias oprimidas no Irã, como judeus, assírios, bahá’ís e cristãos. Alguns fugiram após a derrubada, em 1979, do último xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi. Outros nasceram no exílio e nunca pisaram no Irã.
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Morte do líder do Irã
Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia afirmado, em pronunciamento televisionado neste sábado, que “fortes indícios” indicavam de que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, havia morrido durante o ataque conjunto realizado por Israel e Estados Unidos contra o país. Paralelamente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que não “poderia confirmar” a situação de Khamenei.
— Esta manhã destruímos, em um ataque surpresa, o complexo do tirano Khamenei no coração de Teerã (...) e há muitos indícios de que esse tirano já não esteja vivo — declarou.
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Duas redes de televisão israelenses informaram na noite deste sábado que Trump e o primeiro-ministro israelense teriam visto uma "foto do corpo" de Khamenei. "Altos funcionários israelenses foram informados sobre a eliminação de Khamenei. Seu corpo foi retirado dos escombros de seu complexo" residencial, indicou a TV pública KAN. Segundo a emissora Channel 12, "uma foto do corpo foi mostrada para Netanyahu e Trump".
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Em seu pronunciamento, Netanyahu afirmou que os ataques mataram comandantes da Guarda Revolucionária, a força de elite do Irã, além de autoridades graduadas do regime e funcionários ligados ao programa nuclear. Segundo o premier israelense, a operação contra o Irã “continuará enquanto for necessário” e, nos próximos dias, “atingirá milhares de alvos” do regime.
Netanyahu ainda agradeceu o líder americano por sua "liderança histórica", afirmando que Israel entrou na guerra para "mudar fundamentalmente" a possibilidade de o país persa desenvolver uma arma nuclear e, assim, drasticamente aumentar sua ameaça contra os vizinhos.
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Netanyahu também afirmou que Israel criará condições para a população iraniana "se libertar das algemas da ditadura", também pedindo aos iranianos que se unam e se levantem contra o regime da República Islâmica.
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— Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade única em uma geração — disse em hebraico no vídeo. — Em breve chegará o momento em que vocês sairão às ruas em massa, tomarão as ruas para completar o trabalho de derrubar o regime de horror que amarga suas vidas.
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Em inglês, Netanyahu completou: "A ajuda chegou."
Perguntado sobre como está o líder supremo em uma entrevista à ABC, o porta-voz da Chancelaria iraniana afirmou que "não poderia confirmar nada".
