Vídeo caseiro na posse da polícia a quase 50 anos pode reabrir investigação da morte de JFK; entenda

 

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Um vídeo caseiro gravado pelo técnico de ar condicionado Orville Nix após o atentado contra o presidente americano JFK pode reabrir o caso, apesar de estar em posse da polícia desde 1978. Esse vídeo, possivelmente analisado por IA, pode revelar que havia um suposto segundo atirador, algo que nunca foi comprovado.

O relatório da Comissão Warren de 1964 concluiu que o assassino agiu sozinho ao matar Kennedy do Depósito de Livros Escolares do Texas enquanto a comitiva presidencial passava.

Nix morreu em 1972. Suas imagens foram parar com uma empresa de Los Angeles que repassou para a polícia. Em 1988, os Arquivos Nacionais afirmaram possuir apenas uma cópia do documento.

Em meio a isso, a família começou uma batalha para que as imagens sejam analisadas. Agora, a neta de Nix seguiu a batalha judicial para recuperar o filme e está convencida de que vale mais de US$ 900 milhões e poderia revelar 'um dos maiores acobertamentos da história'.

Agora, um juiz federal decidiu que a batalha judicial em torno do filme pode prosseguir e as imagens poderão finalmente vir à tona.

Ao contrário do famoso filme que mostra a morte de John F. Kennedy, essa câmera aponta para o gramado. Nesse local, algumas especialistas acreditam que havia um outro atirador escondido.

O filme de Nix captura a primeira-dama Jackie Kennedy subindo na parte de trás da limusine presidencial imediatamente após seu marido ter sido baleado.

A defesa da neta de Nix, Linda Gayle Nix Jackson, diz que o vídeo pode ser retrabalhado com IA e dar uma possível identidade de um segundo atirador, além de Lee Harvey Oswald.

'É realmente o único filme conhecido que capturou a área gramada da Dealey Plaza exatamente no momento do assassinato. Se submetêssemos o filme original da câmera à tecnologia óptica de 2026, certamente poderíamos capturar detalhes no filme que nunca poderíamos ter capturado quando... o comitê tinha o filme em 1978', disse Scott Watnik.

Presidente dos Estados Unidos, John Kennedy foi assassinado em 1963, durante uma visita a Dallas, no Texas

Walt Cisco/Dallas Morning News

O caso da família se baseia na Quinta Emenda, que afirma que o governo não pode tomar a propriedade de alguém sem fornecer uma 'justa compensação' em troca.

Mas a Lei de Registros JFK, instituída em 1992, concedeu ao governo direitos de propriedade sobre as evidências do assassinato de JFK, ao mesmo tempo que estabeleceu um processo para a divulgação dos registros ao público.

Os advogados da neta de Nix citam esse valor como um parâmetro para o que o filme de Nix poderia ter valido na época, mas querem que sua cliente receba uma quantia considerável de juros, com base no longo período em que o governo o possui.

Os advogados defendem usar o processo e um possível julgamento em caso de falta de acordo para que o caso seja reaberto.

'Afinal, isso é prova do assassinato do presidente da nossa nação. Portanto, é ainda mais importante que saibamos onde estão esses registros', completa o advogado.