Vice-presidente dos EUA explica atraso na publicação de acordo com o Irã
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou hoje que os Estados Unidos não divulgaram o texto do acordo de paz com o Irã porque as autoridades precisavam "organizar isso na sequência correta".
A fala acontece após Israel ter revelado que solicitou o texto, mas o pedido foi negado, deixando um importante aliado americano no escuro.
Segundo uma fonte para a CNN americana, um dos motivos para a recusa do pedido foi o receio do governo Trump de que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu vazasse o acordo antes da divulgação oficial.
Apesar de os detalhes serem desconhecidos, Trump disse que o acordo prevê que o Estreito de Ormuz será reaberto já nesta sexta-feira, e que as conversas sobre o programa nuclear iraniano posteriores ao acordo devem ser "rápidas."
Mais cedo, o americano conversou com jornalistas na cúpula do G7, e declarou que o acordo provisório deixa claro que Teerã nunca terá permissão para desenvolver armas nucleares.
Na mesma fala, Trump voltou a fazer críticas a Benjamin Netanyahu. O republicano reforçou a insatisfação com a ofensiva feito pelas Forças Armadas israelenses contra o Líbano durante as negociações finais com o Irã, e falou que o aliado "deve ser mais responsável" .
O presidente dos Estados Unidos, que admitiu ter chamado Netanyahu de "louco", ainda afirmou que os dois continuam aliados e têm "uma ótima relação", mas que sugeriu que a Síria passe a lidar com o grupo extremista libanês Hezbollah, ao invés de Israel.
Sobre o acordo, autoridades norte-americanas e iranianas devem se reunir na Suíça, nesta sexta-feira, para assinar formalmente o tratado, abrindo um prazo de 60 dias para discussões técnicas complexas.
Mas isso não significa o fim automático da guerra. O acordo prevê, inicialmente, um cessar-fogo — ou seja, uma trégua no conflito.
Esse cessar-fogo duraria enquanto as duas partes discutem o ponto-chave das tratativas, que é o futuro do programa nuclear iraniano.
