Vice de Trump expressa preocupação com condução da guerra do Irã pelo Pentágono, afirma revista

 

Fonte:


O vice-presidente dos EUA, JD Vance, expressou em privado a diversas autoridades sérias preocupações sobre a condução da guerra contra o Irã pelo Pentágono, liderada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth. A informação foi divulgada pela revista The Atlantic, citando dois altos funcionários do governo americano.

Segundo relatos, Vance está cético em relação às informações fornecidas pelo Pentágono sobre a guerra. O vice-presidente também compartilhou suas preocupações com o presidente Donald Trump sobre o estoque real de certos sistemas de mísseis.

As preocupações, segue o veículo, 'são pessoais e não constituem uma acusação' contra Hegseth ou o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, de fornecer informações enganosas ao presidente.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, negou a existência de quaisquer conflitos internos. Ele disse ao veículo Daily Beast que 'o secretário Hegseth e o vice-presidente Vance têm uma excelente relação de trabalho, baseada em profundo respeito mútuo e alinhamento'.

'Dentro da equipe de segurança nacional do presidente Trump, o engajamento rigoroso e o questionamento incisivo são exatamente o que os profissionais fazem para obter resultados. É um trabalho em equipe responsável e de alto nível', complementou.

Guerra no Irã completa dois meses sem perspectiva de trégua permanente

Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio.

AFP

A guerra no Irã completa dois meses nesta terça-feira (28), sem nenhuma perspectiva de trégua permanente

Os números da tragédia humana são incertos, mas segundo a ONG Human Rights Activists, sediada nos Estados Unidos, já são mais de três mil e seiscentos mortos. O Ministério da Saúde iraniano também registra mais de 30 mil feridos.

No tabuleiro estratégico, o fechamento do Estreito de Ormuz elevou o preço do petróleo em quase 50% nesse período.

A queda de braço entre os Estados Unidos e o regime mantém o barril acima dos 100 dólares, o que pressiona a inflação no mundo todo, inclusive no Brasil.

O governo americano pode dar hoje uma resposta a mais uma proposta do regime iraniano para o fim da guerra.

O plano condiciona a abertura do Estreito de Ormuz ao encerramento das hostilidades e ao adiamento da discussão sobre o programa nuclear.

O presidente Donald Trump se reuniu com a equipe de segurança nacional para avaliar o texto, mas exige que o tema nuclear seja tratado agora, e não depois.

Segundo a agência Reuters, o republicano ficou insatisfeito com a proposta por não abordar o programa nuclear do Irã.

A porta-voz da Casa Branca também adiantou que as exigências fundamentais, de que o Irã jamais poderá ter armas nucleares, permanecem.

Enquanto isso, aumenta a pressão dos aliados europeus, como França e Alemanha, por um cessar-fogo duradouro.

Nessa segunda (27), o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que os Estados Unidos estão sendo “humilhados” pelo Irã e criticou a condução americana da guerra.

Berlim integra uma coalizão liderada por Reino Unido e França para garantir a segurança da navegação na via marítima estratégica após a tentativa de estabelecimento de um cessar-fogo permanente.

Na Rússia, ao receber a visita do ministro de Relações Exteriores do Irã, o presidente Vladimir Putin prometeu apoio total ao regime de Teerã.