Vice de Trump diz que não há 'nenhuma chance' de uma guerra prolongada no Irã, mas não descarta ataque

 

Fonte:


O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que não existe 'nenhuma chance' de um envolvimento americano em uma guerra prolongada no Irã. Apesar disso, ele deixou claro que os ataques militares contra o país continuam sendo considerados por Donald Trump.

As falas foram feitas em entrevistas ao jornal The Washington Post. Vance, apesar disso, comentou que não sabe qual será a decisão final de Trump, descrevendo possibilidades que incluem ataques militares 'para garantir que o Irã não consiga uma arma nuclear' ou a resolução 'do problema diplomaticamente'.

'A ideia de que vamos ficar em uma guerra no Oriente Médio por anos, sem fim à vista, não tem a menor chance de isso acontecer', declarou.

Vance observou que a operação do ano passado no Irã e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro foram 'muito claramente definidas'.

Segundo ele, os Estados Unidos querem a discussão diplomática e uma decisão que envolva apenas as negociações. Apesar disso, para que o ataque não aconteça, isso dependeria apenas dos iranianos.

As delegações do Irã e dos Estados Unidos encerraram nesta quinta-feira (26) mais uma rodada de negociações indiretas em Genebra, na Suíça, sobre o programa nuclear de Teerã. O encontro ocorreu em meio ao reforço da presença militar americana no Oriente Médio e foi mediado por Omã.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do país, houve progresso significativo, e os diálogos serão retomados em breve. Ele também afirmou que discussões técnicas ocorrerão na próxima semana, em Viena, na Áustria, e fez agradecimentos aos negociadores, à Agência Internacional de Energia Atômica e ao governo suíço.

Relatos da imprensa, no entanto, apontam entraves nas conversas.

Embaixador dos EUA em Israel diz a funcionários que autorização de sair do país é até esta sexta (27)

O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee.

AFP

O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, disse a funcionários da embaixada em um comunicado oficial que aqueles que quisessem deixar o país precisavam fazer isso nesta sexta-feira (27).

Caso algum funcionário ou familiar queira se desligar da empresa, 'deve fazer hoje', escreveu Huckabee no e-mail enviado na manhã desta sexta, segundo o The New York Times.

O apelo da embaixada para que os funcionários que não atuam em serviços de emergência deixem o país 'provavelmente resultará em alta demanda por passagens aéreas hoje', escreve ele.

'Se concentre e em conseguir uma passagem para qualquer lugar de onde você possa continuar sua viagem para Washington, D.C., mas a prioridade principal será sair do país o mais rápido possível'.

'Não há motivo para pânico, mas para aqueles que desejam partir, é importante fazer planos para sair o quanto antes', completou.

Em meio a isso, os EUA anunciaram oficialmente nesta sexta-feira também que liberaram a evacuação dos funcionários relativos à diplomacia que não são essenciais da embaixada. O motivo, diz o governo americano, são os 'riscos de segurança'.

A declaração foi similar ao que o governo Trump realizou em 2025, pouco antes do ataque a bases nucleares iranianas.

Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, e presidente dos EUA, Donald Trump.

AFP PHOTO/KHAMENEI.IR e SAUL LOEB/AFP