Vice-chanceler do Irã rebate ameaças de novo ataque e chama Trump de ‘criminoso e assassino’

Vice-chanceler do Irã rebate ameaças de novo ataque e chama Trump de ‘criminoso e assassino’

Fonte: Bandeira



O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, rebateu as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de lançar um novo ataque contra o Irã na noite desta quarta-feira e as classificou como “uma admissão do fracasso de uma política construída há anos com base na força bruta, sanções e ameaças, que não conseguiu colocar a nação iraniana de joelhos”.

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“Com o criminoso e assassino Trump, é preciso falar em sua própria língua; aparentemente, ele entende melhor a linguagem da força!”, acrescentou Gharibabadi em publicação na rede social X.


Nesta quarta-feira, durante discursos na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, Trump disse nesta quarta-feira que “provavelmente” atacará o Irã novamente na noite de hoje.

"Vou lhes dar um pequeno aviso de que vamos atacá-los com força esta noite, mas veremos como tudo vai se desenrolar”, afirmou a repórteres.


Posteriormente, o presidente americano disse não ter certeza se quer fazer um acordo definitivo com o Irã e que mudou de opinião sobre os líderes iranianos serem razoáveis depois que passou a “conhecê-los melhor”.

Ele ponderou por outro lado que não acha que a guerra no Oriente Médio irá recomeçará.


Na mesma linha de Gharibabadi, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou após a data de Trump que se dirigir “à nação civilizada e corajosa do Irã com uma linguagem depreciativa não diminuirá sua grandeza”.


“Os iranianos são conhecidos por sua civilidade, cultura e sólidos valores morais.

Não respondemos à vulgaridade com vulgaridade, mas com ação: sem medo e com grande bravura”, prosseguiu em postagem no X.


Uma nova escalada na guerra do Oriente Médio teve início depois que o Irã bombardeou embarcações que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz entre segunda e terça-feira.

Antes disso, o conflito vinha demonstrando sinais de arrefecimento após um memorando de entendimento ter sido acordado entre Teerã e Washington no mês passado.


Em retaliação, os Estados Unidos cassaram uma licença-geral que autorizava a venda de petróleo por parte do Irã e também atacaram embarcações utilizadas pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês).

Segundo o Comando Central americano (Centcom), mais de 60 pequenos barcos foram atingidos.


Em resposta, a Guarda Revolucionária atacou instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait, além de ter derrubado um drone americano MQ-9 que tentava interferir na operação.