Vice-campeã do ‘BBB 26’, Milena faz planos após o reality e dispara: ‘Se a Globo quiser renovar comigo...’
Vice-campeã do ‘BBB 26’, Milena foi a Pipoca que chegou mais longe na disputa desta temporada. Jogadas arriscadas, conflitos e provocações frequentes marcaram seu dia a dia no programa. A amizade com os “eternos” foi um dos pontos altos de sua trajetória no reality. Ao lado de Ana Paula Renault, a mineira esteve no centro dos embates que movimentaram a edição. Além disso, a babá e recreadora mergulhou em um processo de autoconhecimento. Seu maior medo dentro da casa, revela, era ser esquecida. Hoje, acredita que a rebeldia e a coragem foram fundamentais para levá-la tão longe.
‘BBB 26’ bate recorde de audiência com vitória de Ana Paula Renault na grande final
A ex-participante já planeja um possível retorno ao reality como veterana, e na entrevista a seguir, conta quais são seus planos mais próximos. Tia Milena também revela suas primeiras percepções depois de deixar o confinamento.
Pouco antes do final da temporada, você afirmou que não era mais a mesma pessoa que entrou pela porta no dia 12 de janeiro. O que mudou na Milena de 100 dias atrás e a Milena que saiu ontem como a segunda colocada do ‘BBB 26’? De que forma essa experiência te transformou?
Mudou tudo! Aquela Milena existiu, eu sei que ela está aqui dentro ainda, mas ela deu espaço para uma Milena melhor, para uma evolução. Essa experiência me transformou de todas as maneiras.
Logo nos primeiros dias na casa, você estabeleceu uma relação de amizade com a Ana Paula Renault. Como se deu essa conexão entre vocês duas?
O Brigido tirou a Ana Paula da primeira prova e logo após isso eu caí. Quando eu chego na casa, o Juliano vem e me dá o conforto. Aí eu lembro que eu tinha brigado com a Sol e ele não deixou a Sol cair. Eu fiquei brava com ele e falei: “Cadê a Ana Paula?”. A única pessoa naquele momento que me veio à cabeça foi ela. Não vamos esquecer de quando eu entrei na casa e falei “a última é ela”. Eu falei: “Olha elaaaa, cadê o seu bordão?”. E ela com cara de “por que vocês estão esperando isso de mim?” Foi uma conexão verdadeira e real. Se depender de mim, do meu coração e da minha mente vai permanecer igual. Nós somos eternos. Aquela frase do Tadeu eu não gostei muito, não – “Que seja eterno enquanto dure”. Mas é a mais pura verdade, porque a gente não pode entrar na mente das pessoas. Elas têm seu próprio pensamento.
A organização do seu pódio mudou do início do jogo para o final. Enquanto a Samira foi para o segundo lugar, a Ana Paula foi para o terceiro. O que provocou essa mudança?
Eu expliquei para a Ana Paula. A Samira estava num momento muito difícil, eu nunca vi ter medo de paredão daquele jeito. Eu era a louca que gostava do risco do paredão. E o pessoal aqui fora sofria muito com isso, porque eu praticamente pedia para ir ao paredão. Inclusive, em um que eu fui indicada, quem me indicou falou: “Ela pediu, é só por isso”. Foi uma semana que o Juliano se aproximou muito da Ana. E eu, quando eu vi aquele momento da Samira no paredão, acolhi e me aproximei muito mais dela. Quando eu vi aquilo, foi uma mega surpresa para mim, fiquei muito brava. Gente, como assim? Essa é a hora de colocar ela, essa é a hora de o público ver que os eternos são eternos ainda. Então, quando eu falei meu pódio, acho que foi uma surpresa até para Ana também, apesar de ela ter me falado que não foi tão surpresa assim, porque eu estava muito ligada à Samira. Eu fiquei muito brava com o Juliano e com a Ana. E, no fim, eles estavam certos, né? Porque foi o pódio dos dois que vingou. Eu dormi e, quando acordei, a primeira coisa que eu falei foi: “Ana, por que vocês fizeram isso com a Samira?” Mas depois eles me explicaram e hoje eu super vejo e entendo que a gente não manda no pensamento, no coração das pessoas. É o natural, é o que a pessoa tá sentindo. Uma coisa que o Tadeu falou e a Ana falava também é que é semana após semana, dia após dia. Em um segundo pode mudar tudo, um milésimo. E mudou, né?
Você foi apontada pelo público como uma das mais marcantes Pipocas do ‘Big Brother Brasil’. O que te levou ao segundo lugar do ‘BBB 26’, na sua opinião?
A rebeldia e o fato de não ter medo. É um conselho que eu dou sempre para quem se inscreve: vá sem medo. Você vai sofrer depois... porque agora a minha ficha está caindo. Eu desliguei o botão daqui de fora, eu me priorizei. Lá era a minha vida, era como se não existisse ninguém aqui fora. Eu precisava disso para viver lá dentro. Eu precisava desligar a conexão que eu tinha aqui fora para me conectar lá dentro. Só que eu voltei, eu tenho a conexão e o botão teve que ser ligado novamente. É como a gente sempre disse lá: nunca julgar externo, sempre jogar com as armas que nós temos dentro da casa. E cancelar pessoas também não, tá, gente? Nessa edição não tem cancelamento. É uma edição divertida, legal e histórica, como muitos disseram. Então, zero cancelamento, viu?
Alberto Cowboy e Jonas foram grandes adversários seus ao longo da temporada. O que te incomodava no jogo deles?
Só eles ganhavam prova; juntos foram oito lideranças. Inclusive a liderança em dupla foi de quem? Dos dois! Por isso que eu dei o monstro para o Jonas. Com certeza um queria colocar a Ana Paula e o outro queria me colocar. Eu falei: “Gente, vamos resolver esse trem logo de uma vez? Toma o seu monstro, já que você gostou de colecionar colares. E por favor, gente, palmas pra mim”. Aí me bateram palma. Eles entraram em consenso – ainda não vi essa parte do programa – e me colocaram, tudo bem. Desde o primeiro paredão, eu não me permiti mais ser pega de surpresa. Eu com aquela mira no braço e todos falavam: “Ele não vai te colocar, ele não vai te colocar...” O que ele fez? Ele me colocou. Apesar de me incomodar o fato de não conseguir vencer prova, o público não ia tirar eles de lá porque eles ganhavam. É um mérito deles: o físico, o mental. Mas eles me incomodavam em tudo.
Quais foram os momentos mais especiais da temporada para você? E os mais difíceis?
Com certeza o primeiro foi a conexão que eu tive com a Ana, depois a conexão com a Samira. A lealdade que eu tive. E as pessoas não entendiam a lealdade que eu tinha com o Breno. Eles tinham que assistir à casa de vidro para saber o porquê. O Breno me salvou de ser desclassificada ali mesmo. Eu consegui lá dominar esse meu jeito explosivo. Eu fiquei a ponto de machucar alguém e isso não era o que eu queria. Não era nem tanto pela explosão, é porque isso não é de mim mesmo.
Na prova do finalista, você se desentendeu com a Ana Paula por conta do apoio ao Leandro. Como foi essa questão para você?
Eu não queria que o sonho de ninguém acabasse, essa foi a minha frase. Mas é um jogo e o sonho de alguém tem que acabar para o do outro continuar. Inclusive, não é só no jogo, na vida também. Mas aqui a gente consegue controlar um pouco; lá não, está na mão do público. Depois que eu saí do primeiro grupo, quando ficou eu, Ana, Juliano e Samira, eu tive uma certa resistência de aceitar outras pessoas. E eles me apoiaram a aceitar o Boneco, porque foi o único do quarto branco e da “família feliz” que sobrou. Então, eu fui aplaudida e senti que eu estava fazendo o certo em abraçá-lo: “Você é um eterno agora”. Só que depois eu me senti mal porque parecia que eu não estava sendo fiel, não estava sendo leal com ele em querer que ele saia a qualquer custo. Sendo que ele estava no quarto, ele estava no eterno. E era isso que eu tentava explicar e eles não entenderam muito. Outra coisa que foi polêmica foi a voz. Eu amo a voz e eu sempre falei, desde o primeiro paredão, que a melhor parte é conversar com ela naquele papo com o emparedado. Aí quando a Ana veio para mim e falou: “Tia Milena, já é uma vitória. Já é grande não ter subido nós três, que era um medo desde o início.” Aí eu virei para ela e falei: “Não, a melhor parte para mim é a voz. A segunda é essa”. Aí ela largou minha mão. Mas é óbvio que eu fiquei feliz de não ir o Juliano, eu e a Ana, porque era melhor o Boneco ter saído do que eu, do que a Ana. Sobre as informações da prova, na verdade, foi mais uma brincadeira. Inclusive, ele não estava dormindo. O cara ficou seis dias no quarto branco, acordado. Você acha que numa prova, para garantir a final, ele iria vacilar e dormir? Jamais ele dormiria ali. E essa foi a informação pela qual eles brigaram comigo e o Juliano até ficou com o pé atrás de me passar... Estudar comigo, porque eu não considero que ele passou a informação. Acho que foi uma forma diferente de eu estudar, que eu pegava melhor. Aí foi uma brincadeira para descontrair, foi o susto.
Se tivesse a chance, faria algo diferente no BBB?
Faria tudo igual. Porque se eu não tivesse feito, eu não estaria aqui onde eu estou hoje. Inclusive, eu voltarei. Eu sei que haverá novas regras, mas venho em busca do meu primeiro lugar. E que fique bem claro, eu estou muito feliz que cheguei na final e estou aqui vivendo uma vida que jamais imaginava. Eu estou mega feliz pela Ana, sério. Eu e o Juliano estamos explodindo de felicidade por ela. Ela é milionária, inclusive vai pagar a minha viagem internacional todinha (risos). O combinado é que o milionário paga.
Que aprendizados ficam dessa experiência tão longa e tão intensa?
O maior aprendizado é o da descoberta, de se remontar e saber que tudo que você acredita e vive não é verdade. Ou pode ser verdade e sempre se adequar, sempre se redescobrir. Eu descobri umas dez Milenas que eu não sabia que existiam, que eu trouxe para cá. Elas vão ter que continuar dominando e é isso aí.
Quais são seus próximos planos depois de participar do ‘BBB 26’? O que deseja realizar daqui para frente?
Eu só queria uma casa para a minha mãe; para mim, depois eu correria atrás. Uma coisa que o BBB ensinou é: “jamais tenha planos”. Ou tenha planos, mas siga o baile, gente. O que vier é lucro. Inclusive, eu sei que tem muitas “publis”. Se a Globo quiser renovar comigo, se ela quiser que eu cante, eu canto. Se ela quiser que eu vire atriz, eu viro. Viro produção também... eu estou aberta a tudo. Tudo que vem é um aprendizado para o futuro, para esse novo crescimento da Milena.
Que amizades deseja cultivar fora da casa?
Ana, Samira e Juliano. Com os três eu desejo muito continuar aqui fora. Eu vejo os “eternos” bem velhinhos sentados ali, lembrando de tudo e rindo. É engraçado que eu crio afeto pelas pessoas muito facilmente. Mas lá eu tentei não criar esse afeto, porque a gente sofre. Não tem como amar sem sofrer. Inclusive, a Ana ficou muito brava comigo. Eu não esqueci tudo que a Jordan fez, mas naquela noite do pijama foi a primeira vez que eu me permiti olhar de verdade nos olhos dela e ter uma conversa normal, sem ter na cabeça de “ela é sua inimiga, ela é terrível; lembra de tudo o que ela fez com você...” Eu lembrava, mas foi a primeira vez que eu me permiti olhar para ela, conversar. E eu senti realmente que ela ficou feliz ali pela minha conquista com o RBD e por estarmos os cinco ali.
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