Vereador Thammy Miranda decide não levar adiante proposta que ampliaria votações virtuais na Câmara de SP

 

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O vereador Thammy Miranda (PSD) decidiu não levar adiante, neste momento, a proposta que ampliaria as votações virtuais na Câmara Municipal de São Paulo. A decisão veio após a repercussão negativa do projeto.

Um grupo de vereadores tentava retomar a possibilidade de votações remotas para a maioria dos projetos em discussão na Casa. Para isso, seria necessária uma mudança no regimento interno. Atualmente, o chamado “home office” é permitido apenas para propostas de menor impacto.

Autor da proposta, Thammy Miranda informou ao portal G1 que a votação foi adiada. A emenda, que conta com o apoio de 25 vereadores, prevê a revogação da resolução 94/2025, que limitou o plenário virtual a matérias consideradas menos relevantes, como denominação de ruas e concessão de títulos honorários.

Pelo texto, os parlamentares poderiam votar remotamente em quase todos os projetos, com exceção daqueles que exigem quórum qualificado, como matérias tributárias e concessões de serviços públicos.

O plenário virtual foi implantado durante a pandemia de Covid-19. Na justificativa, Thammy afirmou que a proposta buscava “ampliar o caráter democrático das discussões e votações, permitindo a participação dos vereadores em qualquer momento”.

Em nota ao G1, o presidente da Câmara, Ricardo Teixeira (União Brasil), confirmou que não há previsão de análise do tema em plenário.

Durante a eleição de Teixeira para a presidência da Casa, vereadores da oposição cobraram o fim do plenário virtual como condição de apoio. A medida foi votada em março de 2025 e aprovada por 42 votos a 10. Desde então, parlamentares insatisfeitos articulam, nos bastidores, a retomada do modelo remoto.