Vereador do PL em São José dos Campos (SP) quer proibir Parada LGBT+ promovida por Erika Hilton em cidade da região - QTU Questões do Universo

Vereador do PL em São José dos Campos (SP) quer proibir Parada LGBT+ promovida por Erika Hilton em cidade da região

Fonte: Bandeira da fonte

O vereador de São José dos Campos (SP) Thomaz Henrique Barbosa da Silva, filiado ao PL e candidato a deputado estadual, entrou nesta segunda (24) com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), devido à realização da 2ª Parada LGBT+ de Guaratinguetá, na mesma região, marcada para 29 de agosto.
Neste ano, o tema será "O voto nos protege".

No entender do vereador, a parada está sendo amplamente divulgada não só por Erika Hilton, mas por outras personalidades, como o ex-deputado Jean Wyllys, e será caracterizada como evento de caráter político-eleitoral, o que é vedado pela lei.
"A linha que separa o evento de ser uma parada de simpatizantes LGBT e um evento político-eleitoral é extremamente tênue, o que evidencia a presença de vários elementos que conferem ilegalidade ao evento, por violação frontal à legislação eleitoral, consistente em propaganda eleitoral irregular", diz o parlamentar local, no processo, por meio de seus advogados.

Ainda segundo Silva, são seis os motivos que o levam a crer que a parada tem cunho eleitoral.
São eles:
- Agendado no período de campanha eleitoral e defeso eleitoral (29/08/2026);
- Tema eleitoral explícito ("o voto nos protege", "escolhas que fazemos nas urnas");
- Espaço público cedido pela Prefeitura Municipal;
- Apoio institucional do Estado de São Paulo;
- Candidatos divulgando o evento e, por extensão, suas candidaturas;
- Atrações artísticas e menção a “trio elétrico”, podendo configurar um “showmício” ou, no mínimo, um evento assemelhado.
Postagem que mostra evento do qual Erika Hilton vai participar
Reprodução
No pedido, o vereador de São José dos Campos quer que a Justiça proíba a realização do evento ou, se não concordar com a demanda, que vede expressões de cunho eleitoral por parte dos participantes.

Além disso, Silva pede que os repasses para os eventos, tanto municipais quanto estaduais, sejam proibidos.

Procurado via e-mail, o vereador não respondeu.
Erika, também acionada pelo GLOBO, não se manifestou.
Já Wyllys não foi localizado.
O espaço segue aberto.

Post apagado
Na semana passada, a juíza Domitila Manssur, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), determinou que o vereador Lucas Pavanato, candidato a deputado federal pelo PL, apaguesse, em 24 horas, uma postagem ofensiva contra a deputada Erika Hilton, candidata à reeleição ao Congresso Nacional.
A determinação foi cumprida.

Dias antes, o parlamentar do PL fez uma publicação em suas redes em que atacava a honra de Hilton.
"Essa é Erika Hilton, a deputada travesti do Lula.
Votou contra penas maiores para crimes hediondos, contratou maquiadores com dinheiro público e torrou o seu dinheiro com viagens internacionais.
Ah, isso quando ia trabalhar", disse Pavanato, na postagem que foi curtida por políticos como Nikolas Ferreira (PL-MG).
Procurada na ocasião, Erika Hilton afirmou ter sido alvo de mentiras.
"A extrema-direita me acusou sem qualquer base de usar recurso público para contratar maquiadores.
Mentiram! Provei na justiça que era mentira.
Pavanato, com medo de eu ser a mais votada de São Paulo, insistiu na mentira para me atacar e perdeu, como sempre perde.
Agora vai ter que acertar as contas dele com a Justiça", afirmou a parlamentar, em nota.
Já Pavanato enviou a seguinte nota: "Fui censurado por dizer que uma travesti, que diz se orgulhar de ser travesti, é travesti.
Essa é mais uma estratégia do governo Lula: usar seus capachos para perseguir a oposição.
Bom saber que estou incomodando", afirmou o vereador.