As equipes de resgate seguem as buscas por sobreviventes sob os escombros deixados pelo terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a província de Kumamoto, no sudoeste do Japão, na terça-feira. Quase 500 bombeiros, 130 policiais e 170 militares participam das buscas, concentradas principalmente em um shopping center e em uma fábrica de papel.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takahashi, classificou a operação como uma "verdadeira corrida contra o tempo". "Foram confirmados danos consideráveis, incluindo vítimas, desabamentos de edifícios, incêndios e danos nas estradas", disse a premiê. O balanço oficial é de 13 mortos, mas o número de vítimas pode chegar a cerca de 20, segundo autoridades locais e a imprensa japonesa. Três pessoas morreram no shopping, que sofreu um desabamento parcial após uma explosão provocada, provavelmente, por um vazamento de gás. Entre 20 e 30 pessoas ainda podem estar presas nos escombros. Na cidade de Yatsushiro, cinco pessoas morreram e quatro seguem desaparecidas após o desabamento de uma chaminé industrial em uma fábrica da Nippon Paper. Também há registro de uma morte após o desabamento de uma casa. O Ministério da Educação informou que 17 estudantes e professores ficaram feridos em escolas e universidades da região de Kumamoto, dois deles em estado grave após serem atingidos por um cofre que tombou durante o tremor. Mais de 9 mil pessoas passaram a noite em abrigos provisórios. O terremoto também provocou incêndios, danos em estradas e pontes e interrompeu a circulação ferroviária. Mais de 30 mil imóveis estão sem energia elétrica e cerca de 84 mil permanecem sem abastecimento de água. As autoridades alertam para o risco de fortes réplicas nos próximos dias.
CBN