Verão, biquíni e calor: como evitar desconfortos íntimos nas férias
Com o calor intenso, viagens frequentes e mudanças na rotina, o verão traz um cenário propício para as férias, mas também pode afetar a saúde íntima feminina. Roupas úmidas, banhos de piscina e longos períodos de exposição ao sol são prazeres típicos da estação, mas também contribuem para o aumento de infecções vaginais.
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Especialistas notam que esse período é marcado por um crescimento nas queixas relacionadas a coceira, ardor e alterações no corrimento, muitas vezes associadas a hábitos cotidianos que parecem inofensivos.
Segundo o ginecologista Dr. Guilherme Henrique dos Santos, "no verão, o calor e a umidade favorecem a proliferação de fungos e bactérias, especialmente na região íntima. Além disso, mudanças na rotina, como viagens, maior tempo com roupas úmidas, alterações na alimentação e redução da ingestão de água, podem desequilibrar a flora vaginal, que depende de um ambiente ácido e estável para se manter saudável. Esse conjunto de fatores explica o aumento das queixas ginecológicas nessa época do ano."
Um dos hábitos que mais chamam atenção é permanecer com biquíni molhado por longos períodos. Dr. Guilherme explica que esse comportamento cria um ambiente quente e úmido, ideal para o crescimento de microrganismos, principalmente fungos como a Candida. "Embora não seja o único fator, esse hábito aumenta o risco de infecções vaginais, principalmente quando associado a calor intenso e baixa ventilação da região íntima", alerta.
Para manter a saúde íntima durante a estação, é fundamental repensar hábitos de higiene e vestuário. O uso de duchas vaginais, sabonetes íntimos com fragrâncias fortes e a automedicação estão entre os principais fatores de risco. O excesso de cuidados pode ser tão prejudicial quanto a falta deles, já que altera o equilíbrio natural da flora vaginal. "Também é recomendável evitar roupas muito justas por longos períodos, priorizar tecidos leves e manter uma boa hidratação ao longo do dia", orienta Dr. Guilherme.
Além de prevenir, o verão pode ser um momento estratégico para observar sinais do corpo e atualizar exames de rotina. Sintomas como coceira, ardor, corrimento com alterações na cor, odor ou consistência, dor durante a relação sexual ou ao urinar devem ser avaliados por um ginecologista. A avaliação precoce evita o uso inadequado de medicamentos, que pode mascarar ou agravar o problema.
Com atenção a esses detalhes, pequenas mudanças de comportamento, aliadas à orientação médica, tornam possível aproveitar a estação sem abrir mão da saúde íntima, transformando cuidados simples em bem-estar duradouro.
