A Venezuela anunciou nesta quinta-feira (17) que desbloqueou sites de notícias que estavam censurados há anos, disseram a agência reguladora de telecomunicações do país e uma ONG. O anúncio ocorreu horas antes da retomada das negociações de transição política apoiadas pelos EUA. A CONATEL anunciou o 'restabelecimento formal do acesso a diversas plataformas digitais e meios de comunicação nacionais e internacionais'. Do outro lado, o grupo de direitos digitais Venezuela Sin Filtro verificou o acesso a 10 sites de notícias por meio de vários provedores de internet. Em comunicado, o órgão regulador detalhou que notificou as empresas provedoras de serviços de internet (ISPs) que operam em território nacional para que iniciem a reativação do tráfego em diversos portais digitais. Com essa decisão, os meios de comunicação estarão disponíveis nas redes de telecomunicações do país. A Conatel afirmou que a medida faz parte das ações para fortalecer os esforços de regulação e fiscalização no setor de telecomunicações e responde à necessidade de oferecer aos venezuelanos acesso adequado, protegido e eficiente às plataformas de informação. 'A Contal reafirma seu compromisso com a regulação do espectro radioelétrico e a supervisão das telecomunicações, garantindo permanentemente o acesso seguro, ordenado e adequado aos serviços de informação e comunicação para todo o povo venezuelano', concluiu o comunicado. EUA tiram Venezuela de lista de países que tiveram 'fracasso' na luta contra narcotráfico Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (16) que retiraram a Venezuela da lista de países que 'demonstraram fracasso' na luta contra o narcotráfico. O governo Trump disse ter reconhecido que o país melhorou no assunto e agora 'coopera' no combate ao narcotráfico. 'Diante das medidas positivas adotadas sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, decidi que a Venezuela não deve mais ser considerada como tendo falhado manifestamente em seus compromissos de combate às drogas', declarou o presidente Donald Trump em comunicado divulgado pelo Departamento de Estado. A Venezuela figurava entre cerca de vinte países na lista dos EUA relativa ao combate às drogas e ao narcotráfico, ao lado de Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Mianmar, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá e Peru. Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e assinado pelo presidente americano, Donald Trump, é dito que o Brasil 'falhou em confrontar as organizações terroristas estrangeiras designadas como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro de distribuição global de cocaína'. 'Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam'. O texto diz que, enquanto governos do Ocidente 'tomam medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar os cartéis', no Brasil há uma falha no assunto. No documento, Trump ainda coloca o país ao lado da Nicarágua, afirmando que 'não surpreendentemente, para uma ditadura socialista, o regime ilegítimo de Ortego-Murillo na Nicarágua falhou em tomar medidas suficientes contra o narcotráfico e a cumplicidade de agentes do regime no tráfico de drogas'. Ataque dos EUA contra a Venezuela STR / AFP
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Venezuela retira censura de portais de notícias que eram bloqueados há anos
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