Venezuela liberta 19 dos 24 jornalistas que mantinha presos
Pelo menos 19 repórteres e profissionais da mídia foram libertados da prisão na Venezuela nesta quarta-feira (14), no sexto dia de solturas anunciadas pelo governo interino de Delcy Rodríguez. Entre os quase mil presos políticos na Venezuela, estavam 24 jornalistas, alguns presos enquanto faziam reportagens nas ruas.
As informações são do jornal El País, que obteve dados com representantes do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa.
Ainda segundo o veículo, entre os jornalistas ainda presos está Rory Branker, editor do site de notícias crítico ao governo La Patilla, que está bloqueado. Juan Pablo Guanipa, líder e colaborador próximo de María Corina Machado, que foi detido no ano passado enquanto estava foragido, também continua preso.
O governo venezuelano afirma que mais de 400 presos foram libertados, mas não existem listas com os nomes daqueles que foram ou serão libertados.
Entre os jornalistas libertados estão Roland Carreño, Carlos Julio Rojas e Nicmer Evans, que haviam sofrido outras prisões nos últimos anos.
Na semana passada, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse que o governo decidiu libertar “um número significativo” de presos políticos - tanto venezuelanos, quanto estrangeiros - para “contribuir para o esforço de uma unidade nacional”. Ele disse que a decisão foi um gesto do governo venezuelano com intenção de buscar a paz.
Membros do governo de Donald Trump disseram a parlamentares norte-americanos que deixaram claro para a Venezuela que o país deve libertar presos políticos.
