Venezuela anuncia início de diálogo diplomático com os EUA para restabelecer missões
O governo interino da Venezuela anunciou nesta sexta-feira (9) o início de um “processo diplomático exploratório” com os Estados Unidos para restabelecer as missões diplomáticas entre os dois países.
Segundo o Ministério das Comunicações da Venezuela, uma delegação de diplomatas venezuelanos será enviada aos Estados Unidos, mas ainda não há data definida para a viagem. Em comunicado, a pasta afirmou que o objetivo é discutir uma agenda de trabalho de interesse mútuo, além de abordar o que classificou como “agressões” e o “sequestro do presidente da República e da primeira-dama”, em referência a Nicolás Maduro e Cilia Flores.
Mais cedo, uma equipe do Departamento de Estado dos Estados Unidos viajou à Venezuela pela primeira vez desde a deposição de Maduro, de acordo com a Associated Press. A visita ocorre em um momento em que Washington avalia a reabertura da embaixada americana em Caracas, fechada há sete anos.
O movimento diplomático também acontece em meio aos esforços do governo do presidente Donald Trump para restabelecer uma presença americana mais ativa no país. Nesta sexta-feira, Trump deve se reunir com executivos de grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos, como Chevron, ExxonMobil e ConocoPhillips, com o objetivo de incentivar o retorno dos investimentos no setor energético venezuelano.
Segundo a CNN americana, executivos do setor demonstram cautela em relação a novos investimentos, citando preocupações com segurança e estabilidade jurídica na Venezuela.
Apreensão de petroleiros
Ainda nesta sexta, os Estados Unidos confirmaram a apreensão de mais um petroleiro venezuelano no Caribe, próximo a Trinidad e Tobago. A embarcação, identificada como Olina, navegava sob bandeira falsa de Timor-Leste e estava sob sanções americanas desde janeiro do ano passado.
Esta é a quinta apreensão de petroleiros venezuelanos feita pelos Estados Unidos nas últimas semanas. A Casa Branca afirmou recentemente que o presidente Trump “não tem medo” de continuar confiscando navios sancionados, apesar das preocupações de que as ações possam elevar as tensões com Rússia e China.
