Vendas de soja e milho deram salto na última semana com dólar forte

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Fonte da notícia: Globo Rural Globo Rural

As vendas de soja e milho na última semana foram expressivamente superiores às da semana anterior, segundo dados da Agrinvest Commodities. Produtores negociaram aproximadamente 2,3 milhões de toneladas de soja na semana passada, quase duas vezes e meia o volume de 950 mil toneladas vendidas uma semana antes.

“Apesar do clima sombrio no setor do agronegócio após a vitória do presidente Lula no segundo turno das eleições, os produtores venderam volumes razoáveis”, afirmou o Diretor de Mercado Físico da Agrinvest, José Fabiano da Silva, em nota a clientes. “O dólar valorizou-se em 9%, enquanto os futuros [da soja] de Chicago recuaram 2,7% e os prêmios nos portos ficaram estáveis.

Com um ganho líquido de aproximadamente 6% nos preços à vista, alguns agricultores aproveitaram a oportunidade para vender, principalmente por meio de contratos a termo”, acrescentou. De acordo com Silva, do volume de soja vendido, cerca de 30% eram da safra 2025/26 e 70%, da 2026/27, que será colhida provavelmente a partir do fim de dezembro.

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Produtor de soja aproveitou picos de preço para acelerar vendas da safra 2026/27 O executivo comentou também que o ritmo do plantio observado no campo é o mais acelerado dos últimos dez anos.

A semeadura da oleaginosa alcançou 56% no dia 30 de outubro, segundo a nota. Há uma ano, estava em 47% da área prevista.

“Este forte progresso do plantio, combinado com um otimismo crescente a respeito das condições climáticas, pode trazer mais liquidez às vendas da soja da safra nova [2026/27]”, afirmou Silva. As vendas de milho na semana passada também aumentaram de forma expressiva na semana passada no Brasil, conforme a Agrinvest.

Somaram cerca de 2,5 milhões de toneladas, quase 67% acima do volume de 1,5 milhão de toneladas contabilizado na semana prévia. “O excelente progresso no plantio da soja está trazendo otimismo crescente em relação à próxima segunda safra de milho, já que o plantio adiantado da soja deveria garantir uma janela ideal para o plantio do milho após a colheita da soja”, afirmou Silva na nota a clientes.

“Esse é só mais um fator de baixa para o milho, entre tantos outros que atualmente pesam sobre o mercado”, continuou. Ele ponderou que, apesar da “boa” liquidez e da competitividade do milho brasileiro, é improvável que o programa de exportação do cereal exceda 38 milhões de toneladas.

“Como resultado, os compradores nacionais aumentaram significativamente sua participação no mercado”, disse ele. O diretor da Agrinvest avalia que compradores domésticos de milho devem continuar mantendo posição “muito confortável” no próximo ano, com uma forte cobertura de volumes adquiridos a termo e altos estoques nacionais.

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