Venda de robôs humanoides dispara; China lidera e deixa EUA comendo poeira
Um novo relatório publicado pela agência de consultoria Omdia mostrou que, durante o ano de 2025, empresas sediadas na China consolidaram uma liderança expressiva no setor de robótica humanoide. O desempenho dessas fabricantes superou as rivais estadunidenses tanto em volume de remessas quanto na velocidade de comercialização dos dispositivos. CES 2026: 8 robôs inusitados que prometem mudar sua rotina 5 previsões de tecnologia para 2026 O levantamento indica que que o mercado global do segmento registrou um crescimento de quase 480% no período, com um total aproximado de 13.000 unidades enviadas. 🤖 Veja as melhores promoções de hoje no WhatsApp do CT Ofertas A companhia chinesa AgiBot (Shanghai AgiBot Innovation Technology) se posiciona como a maior fornecedora mundial do setor. Foram 5.168 unidades comercializadas, o que representa uma fatia de 39% de participação no mercado global. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- A Omdia atribuiu à AgiBot a classificação máxima de "Capacidade Avançada", avaliada com base em seis dimensões principais de desempenho e tecnologia. Robôs humanoides podem ter grande expansão (Imagem: Léo Müller/Canaltech) O ranking ainda tem a Unitree Robotics, com sede em Hangzhou, com 4.200 unidades vendidas, enquanto a UBTECH Robotics, sediada em Shenzhen, enviou 1.000 robôs ao mercado. Em contraste, empresas dos Estados Unidos apresentaram volumes significativamente menores em 2025: Tesla, Figure AI e Agility Robotics registraram remessas que variaram entre 150 e 500 unidades cada. Também é identificado que a AgiBot e a UBTECH direcionam seus esforços predominantemente para aplicações comerciais e industriais, em setores como os de manufatura, logística e hospitalidade. Por outro lado, os robôs desenvolvidos pela Unitree possuem ampla utilização nos setores de pesquisa acadêmica, educação e no mercado consumidor direto. A disputa internacinal pelos robôs Analistas apontam que existe uma forte diferenciação tecnológica entre as potências globais: enquanto os EUA possuem maior força na inteligência artificial, o “cérebro” dos robôs humanoides, a China lidera em hardware, com corpos robóticos "cada vez mais ágeis". Além disso, a capacidade de fabricação chinesa é apontada como uma vantagem competitiva em termos de custos, especialmente por conta da cadeia de suprimentos local. O mercado também vê a chegada dos robôs para o público geral. O Bumi, da Noetix Robotics, tem preço próximo de um iPhone e funções para atuar como assistente pessoal e realizar diferentes tipos de interação humana. Em outras faixas de preço, a Unitree disponibiliza modelos de entrada com valores próximos a US$ 6.000 (ou R$ 32.186 em conversão direta), enquanto a AgiBot comercializa seus modelos reduzidos por aproximadamente US$ 14.000 (~R$ 75.102) por unidade. Luo Jianlan, cientista-chefe da AgiBot, afirma que o ano de 2026 marca "um ponto de virada crítico para a indústria robótica, já que passa de lidar com muitas tarefas com proficiência limitada para realizar tarefas com alto desempenho e alcançar aplicação prática". Na prática, a expectativa é que o aprimoramento das capacidades robóticas permita a expansão para as áreas de saúde e hospitalidade, visando o trabalho colaborativo com humanos e a personalização de interações. A longo prazo, a projeção da Omdia para o ano de 2035 estima que as remessas anuais globais de robôs humanoides alcancem a marca de 2,6 milhões de unidades. Leia mais no Canaltech: 5 tecnologias brasileiras incríveis lançadas em 2025 5 mitos e verdades sobre o ar-condicionado que todo usuário deve saber 4 inovações que vão deixar os celulares ainda mais incríveis em 2026 Conheça tecnologias recentes de robótica para a agricultura: Leia a matéria no Canaltech.
