Venda de jogadores rende R$ 519 milhões ao Flamengo e sustenta maior faturamento da história

 

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O Flamengo voltou a fazer do mercado de transferências um dos pilares do seu modelo financeiro. Em 2025, o clube arrecadou R$ 519 milhões com a venda de direitos econômicos de atletas — um salto expressivo em relação aos R$ 113 milhões registrados em 2024 — e recolocou a rubro-negra entre as principais forças exportadoras do futebol brasileiro. De acordo com o balanço financeiro divulhgado nesta terça-feira, o movimento foi determinante para que o clube atingisse a marca histórica de R$ 2,089 bilhões em receita operacional bruta no ano.

Flamengo ultrapassa R$ 2 bilhões e atinge maior faturamento da história

O crescimento não se deu de forma pontual, mas sim por uma combinação de negociações relevantes ao longo da temporada. Entre os destaques estão operações envolvendo jogadores como Samuel Lino, vendido ao Atlético de Madrid, e Matheus Gonçalves, negociado com o futebol europeu, além de outras transações que, somadas, elevaram o volume de receitas com atletas ao maior patamar da série histórica do clube. Internamente, a leitura é de que o Flamengo voltou a capitalizar melhor seus ativos, seja pela valorização da base, seja por estratégias mais agressivas no mercado internacional.

O impacto das vendas é direto no resultado global. Sozinha, a linha de transferências representou cerca de um quarto de toda a receita operacional do clube em 2025. Sem esse componente, o Flamengo ainda apresentaria um faturamento robusto, sustentado por receitas recorrentes que somaram R$ 1,571 bilhão — puxadas por direitos de transmissão, área comercial e matchday. Com ele, no entanto, o clube rompeu a barreira simbólica dos R$ 2 bilhões, algo inédito em sua história.

O retorno a um patamar elevado de vendas também ajuda a explicar a melhora nos indicadores financeiros. O Flamengo fechou o ano com superávit de R$ 336 milhões e EBITDA de R$ 616 milhões, além de redução do endividamento líquido e aumento do caixa. Parte relevante dessa equação passa justamente pela capacidade de transformar ativos esportivos em receitas imediatas, sem comprometer a competitividade do elenco.